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XP reduz recomendação da Marcopolo para neutra e prevê preço de R$ 5 em 2027

Banco cita menor visibilidade para a recuperação da rentabilidade e espera produção mais fraca no segundo semestre.

XP reduz recomendação da Marcopolo para neutra e prevê preço de R$ 5 em 2027
Foto: Adobe Stock

A XP reduziu a recomendação para as ações da Marcopolo (POMO4), de compra para neutra, e definiu preço-alvo de R$ 5 por ação para o fim de 2027. A mudança foi atribuída à menor visibilidade sobre uma recuperação da rentabilidade no curto prazo. Considerando o último fechamento, o potencial de alta é de 10%. A ação acumula queda de 23% no ano.

Os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes avaliam que os dados recentes de produção apontam para um segundo semestre abaixo do que era esperado. A projeção contrasta com a estimativa anterior de aceleração sazonal.

A XP calcula que a produção do terceiro trimestre está cerca de 15% abaixo do nível registrado no terceiro trimestre de 2025 até aqui. Para o banco, o cenário indica perda de força na operação doméstica. A instituição ainda considera a possibilidade de suporte de programas como o Move Brasil 2, voltado à oferta de crédito facilitado para renovação de frotas e aquisição de veículos.

No mercado externo, a Austrália permanece como um apoio para os resultados. Em contrapartida, a fraqueza no México deve restringir a contribuição das operações internacionais até que os primeiros avanços na Argentina e na Colômbia alcancem maior escala. Indicadores antecedentes mais fracos também reduzem, na avaliação da XP, os sinais de recuperação dos volumes no curto prazo.

Margens e projeções

A XP projeta redução das margens no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, mesmo com um mix sazonalmente mais favorável. Entre os fatores citados estão menor alavancagem operacional, valorização do real, desempenho mais fraco nos mercados externos e inflação de custos.

O cenário-base atualizado considera margem Ebitda recorrente de cerca de 15% e lucro líquido de R$ 950 milhões em 2027. O lucro projetado fica 19% abaixo do consenso. A XP também estima que o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) deve se aproximar do custo de capital (WACC) nos próximos anos.

O valuation continua sendo um ponto positivo, com múltiplo estimado de 5,9 vezes o preço sobre o lucro (P/L) para 2027 e rendimento médio em torno de 9% no cenário-base. Ainda assim, o banco afirma que a perda de força dos lucros no segundo semestre deve limitar uma reprecificação mais significativa no curto prazo, mantendo a recomendação neutra.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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