A Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) já enviaram ao Ministério da Educação (MEC) levantamentos preliminares dos danos provocados pelo temporal da última semana no sul do Rio Grande do Sul. A soma inicial dos prejuízos em instituições federais da região chega a pelo menos R$ 4,8 milhões, mas parte das estimativas ainda está em elaboração.
Na Furg, os estragos foram registrados em diferentes cidades, o que ampliou o tempo necessário para concluir a avaliação. O campus Rio Grande foi o mais afetado até agora, com danos principalmente em coberturas, telhados e esquadrias. Os reparos podem superar R$ 1 milhão.
A reitora da Furg, Suzane Gonçalves, afirmou, em nota, que a instituição ainda trabalha na recuperação de estruturas atingidas pelo evento climático de agosto. “Ainda estamos trabalhando na recuperação de estruturas atingidas pelo evento de agosto e, agora, somos novamente confrontados com danos importantes em diferentes espaços”, disse.
A UFPel também solicitou ao MEC apoio emergencial e prioritário para recuperar a infraestrutura. O campus Capão do Leão concentra os maiores prejuízos, com danos severos no Hospital de Clínicas Veterinárias e em moradias estudantis. Outros campi tiveram problemas sobretudo em razão de destelhamentos.
A universidade informou que já havia recebido R$ 2,5 milhões em agosto para reforçar a infraestrutura diante de mudanças climáticas. De acordo com uma nota da instituição, o vendaval desta semana foi o terceiro evento climático extremo registrado em 45 dias na região. O levantamento inicial, segundo a UFPel, indica que a situação supera a capacidade financeira da universidade e os recursos recebidos anteriormente do MEC.
Estragos nos institutos federais
No IFSul, nove dos 14 campi sofreram danos. O campus Pelotas calcula precisar de R$ 2,1 milhões para a recuperação emergencial de prédios com destelhamentos e outros problemas estruturais. Foram atingidos pavilhões de cursos técnicos, salas de aula, laboratórios, refeitório, auditório e o Centro de Tradições Gaúchas (CTG).
Também em Pelotas, o Câmpus Visconde da Graça (CaVG) registra prejuízos estimados em R$ 720 mil. O valor ainda é preliminar e pode aumentar. Cinco estufas e quatro aviários foram danificados, um pavilhão de zootecnia desabou e árvores de grande porte caíram. A diretora-adjunta Paula Leite disse que o campus já havia sido afetado por um ciclone no início de agosto. O novo temporal ocorreu na madrugada de segunda-feira (21) e agravou os problemas anteriores.
Em Rio Grande, o campus do IFRS calcula danos preliminares de cerca de R$ 1 milhão. Nove prédios tiveram prejuízos em forros, pisos, pinturas, portas e instalações elétricas. Em três deles, houve desabamento parcial do telhado em salas de aula, com impacto principalmente nos laboratórios de informática. Cem computadores também foram danificados. O diretor Carlos Fernandes informou que a reitoria pediu auxílio ao MEC.



