Curitiba, Sábado, 3 de outubro de 2026
Curitiba 11°C 11° / 21° Mega-Sena 3065: 8 · 10 · 30 · 38 · 50 · 53
O que acontece aqui, primeiro
Educação

Pisa aponta diferença de 96 pontos em ciências entre grupos socioeconômicos no Brasil

Estudantes brasileiros de maior nível socioeconômico tiveram média de 476 pontos, contra 380 entre os de menor nível.

Pisa aponta diferença de 96 pontos em ciências entre grupos socioeconômicos no Brasil
Foto: Folhapress

A diferença de desempenho em ciências entre estudantes brasileiros de maior e menor nível socioeconômico chegou a 96 pontos no Pisa 2025, conforme dados divulgados nesta terça-feira (8). A média foi de 380 pontos entre os 25% mais desfavorecidos e de cerca de 476 pontos entre os 25% mais favorecidos. A média brasileira ficou em 409 pontos, enquanto a média da OCDE foi de 482.

O Pisa avalia estudantes de 15 anos matriculados em escolas de países e economias participantes. Em cada edição, uma das áreas examinadas recebe uma análise mais detalhada. Em 2025, essa área foi ciências.

A diferença média entre os países da OCDE foi de 85 pontos. Entre os países da organização com dados disponíveis, a Alemanha registrou a maior distância entre os grupos, com 125 pontos. No Canadá, a diferença foi de 59 pontos.

Como é medido o nível socioeconômico

O Pisa não separa os estudantes diretamente pela renda familiar. Para fazer a comparação, a OCDE utiliza o índice de nível econômico, social e cultural, chamado ESCS. O indicador considera a escolaridade e a ocupação dos pais ou responsáveis, além de recursos disponíveis em casa, como livros, espaço para estudar e acesso à internet.

Por isso, a comparação entre os 25% de maior e de menor nível socioeconômico reúne os estudantes posicionados nos extremos dessa escala, e não necessariamente os alunos mais ricos e mais pobres.

No Brasil, 35% dos estudantes estão no quartil socioeconômico internacional mais baixo, a maior parcela entre as quatro faixas. No quartil mais alto, estão 14%. Os dois quartis intermediários concentram 29% e 23% dos estudantes.

Entre os 12 países com resultados entre 393 e 420 pontos em ciências, o Brasil teve a maior diferença entre os grupos socioeconômicos. Colômbia, com 93 pontos, Equador, com 86, e Argentina, com 82, aparecem na sequência. Cazaquistão e Jordânia registraram 41 e 42 pontos, respectivamente.

A OCDE calcula que a origem socioeconômica responde por 16% da variação no desempenho em ciências dos estudantes brasileiros. Entre os países da organização, a proporção é de 12%. Apenas 10% dos alunos brasileiros entre os 25% de menor nível socioeconômico alcançam o grupo de melhor desempenho, ante 12% na média da OCDE.

Entre 2022 e 2025, a diferença entre os grupos aumentou 5 pontos no Brasil. Em um grupo de referência de 35 países da OCDE, a média caiu 13 pontos no mesmo período. A variação negativa brasileira ocorreu também na Turquia, com 7, e nas Filipinas, com 26.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.