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Estatísticas da NFL exigem contexto além dos números

Desempenho de quarterbacks e running backs mostra como os dados podem distorcer a leitura de uma partida.

Estatísticas da NFL exigem contexto além dos números

A temporada da NFL e o Super Bowl atraem novos fãs, que logo encontram uma grande quantidade de estatísticas. Os números ajudam a contar a história de uma partida, mas não devem substituir a análise do que aconteceu em campo.

Um exemplo é a tentativa de relacionar o desempenho de Kyler Murray, quarterback do Minnesota Vikings, ao lançamento anual de Call of Duty. A partir da data em que o videogame chega às lojas, alguém avaliou as atuações do jogador e concluiu que ele apresenta resultados piores depois do lançamento, em meados de outubro. A informação, porém, não permite afirmar que o jogo seja a causa do desempenho.

Na última segunda-feira (14), o Kansas City Chiefs recebeu o Denver Broncos em uma partida marcada pelo retorno de Patrick Mahomes, depois de uma grave lesão no joelho. O quarterback lançou para dois touchdowns e correu para outro. Ao mesmo tempo, acertou apenas 55,6% dos passes, sofreu uma interceptação e terminou com 184 jardas aéreas. Seu passe completo mais longo teve 6 jardas.

Os dados podem levar a interpretações opostas: uma grande atuação ou uma partida ruim. O contexto ajuda a equilibrar essa leitura. A defesa do Denver Broncos tem sido uma das melhores da liga nas últimas temporadas, Mahomes voltava de lesão e o ataque aéreo do Chiefs ainda precisa mostrar que está à altura do quarterback.

Kenneth Walker 3º também teve papel importante. O running back, ex-Seattle Seahawks e MVP do último Super Bowl, correu para 173 jardas em 23 carregadas, além de marcar um touchdown terrestre e outro aéreo.

Com o ataque terrestre funcionando e uma vantagem ampla já no 3º quarto, o Chiefs não precisava expor Mahomes a passes longos. Corridas e lançamentos curtos ajudaram a fazer o relógio passar e a preservar a vitória.

Assim, os números indicam que Mahomes não teve sua melhor partida, mas também não precisou disso. Da mesma forma, não é possível afirmar que Kyler Murray jogue mal por causa de Call of Duty ou que Mahomes nunca mais será MVP da temporada e vencerá um Super Bowl. Estatísticas isoladas raramente explicam, sozinhas, o que ocorre em um jogo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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