A chuva pode mudar completamente o retorno de Sepang ao calendário da Fórmula 1. A previsão indica possibilidade de precipitação ao longo do fim de semana, em uma pista que volta a receber a categoria após nove anos fora e que não era visitada desde 2017.
O cenário também será um teste para os carros de 2026. Lando Norris afirmou: “Nunca pilotei este carro na chuva”. A categoria chega à 16ª etapa da temporada sem uma referência clara sobre o comportamento dos monopostos em condições realmente adversas.
Além dos pneus, as equipes terão de avaliar a gestão da unidade de potência, a recuperação de energia e a entrega de potência nas saídas de curva. Também existem dúvidas sobre o desempenho dos novos compostos intermediários e de chuva extrema em temperaturas elevadas.
Estratégias abertas pelos pneus
A superfície do circuito foi descrita pelos pilotos como muito agressiva e irregular. Oscar Piastri resumiu a impressão após a caminhada de reconhecimento: “Parece lixa lá fora”. Kimi Antonelli também classificou o asfalto como o mais irregular que já viu.
A condição deve recolocar o desgaste dos pneus no centro da corrida, depois de etapas disputadas em pistas com pouca degradação. As equipes já consideram a possibilidade de duas ou até três paradas nos boxes, o que pode influenciar a escolha do momento para trocar os compostos, o ritmo de cada trecho e a preparação para a classificação.
Carlos Sainz avaliou que a pista pode permitir mais aderência e tornar a prova menos dependente do carro. Em Sepang, a administração dos pneus, o momento dos ataques e a leitura do ritmo disponível em cada composto podem ter peso importante na disputa.
A chuva acrescenta outra variável. Temporais podem alterar as estratégias em poucos minutos, enquanto a categoria ainda tem pouca experiência com os carros de 2026 em pista molhada. Antonelli considera que o desenho aberto do circuito favorece o escoamento da água e pode reduzir a possibilidade de aquaplanagem.
Disputa pelo campeonato
George Russell chega depois da vitória em Baku e de reduzir a diferença para Antonelli. O italiano, porém, mantém uma vantagem confortável e segue como principal candidato ao título. As longas retas e as zonas de forte frenagem de Sepang são vistas como características que combinam com o carro da Mercedes.
Max Verstappen também aparece entre os candidatos à vitória. O holandês ficou a dois décimos do triunfo na etapa anterior e vem se adaptando aos carros da nova geração. Com o circuito pouco conhecido, o desgaste elevado dos pneus e a chance de chuva, a corrida deve exigir decisões diferentes das adotadas em etapas recentes.



