Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Paraná

Cerimônia reúne familiares de seis vítimas de desabamento na Penha

Familiares e amigos se reuniram diante da casa atingida; três pessoas foram presas temporariamente durante a investigação.

Cerimônia reúne familiares de seis vítimas de desabamento na Penha
Foto: TV Globo

Familiares e amigos das seis pessoas que morreram no desabamento de um prédio sobre uma casa, na Penha, Zona Leste de São Paulo, fizeram uma cerimônia em frente ao imóvel atingido. O local foi usado para as últimas homenagens às vítimas.

O acidente aconteceu na Rua Tequeci. Oito pessoas estavam na casa quando foram atingidas pela estrutura. Duas foram resgatadas com vida. Entre os mortos estão três mulheres, dois homens e uma menina de 7 anos.

Até a noite desta segunda, cinco das seis vítimas haviam sido identificadas, conforme a Secretaria da Segurança Pública. O corpo de um homem de nacionalidade paraguaia havia sido liberado, enquanto outra vítima ainda aguardava identificação.

Investigação e prisões

Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão temporária de Ronaldo Vivacqua. A Polícia Civil aponta que ele seria sócio oculto de uma das empresas responsáveis pela obra. Outros dois investigados tiveram a prisão temporária decretada: Cristiano Vivacqua, filho de Ronaldo, apontado como autor do projeto e engenheiro responsável pela execução, e Isis Brandão, que aparece formalmente como proprietária da empresa.

Cristiano e Isis eram considerados foragidos até a publicação das informações. Segundo a Polícia Civil, Ronaldo não aparece nos documentos das duas empresas, mas depoimentos e documentos antigos indicariam que ele administrava a empresa e participava da obra.

“Nós descobrimos que ele, na realidade, é um sócio oculto”, afirmou a delegada Safira Borges Moreira Parente. A polícia também informou que Ronaldo negou, em oitiva preliminar, ter envolvimento com a construtora.

A prisão foi solicitada porque os investigados não teriam se apresentado às autoridades desde o começo da apuração. De acordo com Antônio José Pereira, delegado seccional de Itaquera, policiais tentaram localizar o proprietário da empresa e o engenheiro responsável após o desabamento, mas não conseguiram. Equipes também foram a endereços ligados às empresas, encontrados em registros administrativos e da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

A Polícia Civil afirma ter identificado indícios de uma tentativa de ocultação. A participação de cada investigado ainda será individualizada no inquérito.

Histórico da obra

A administração municipal informou que a Subprefeitura Penha havia feito fiscalizações, aplicado multas e determinado a interdição da obra. Uma das multas chegou a R$ 119 mil.

O responsável pela construção havia pedido um alvará em 2019, mas o município indeferiu a solicitação. Depois do descumprimento reiterado das medidas de fiscalização, a Justiça concedeu uma liminar para interromper as obras.

Em 2022, um novo projeto foi apresentado à prefeitura. Em agosto de 2023, o município emitiu um alvará para a nova construção, com a exigência expressa de demolição da estrutura anterior.

A Polícia Civil afirma que essa condição não foi cumprida. A prefeitura abriu uma investigação na Controladoria Geral do Município (CGM). Segundo as apurações preliminares, a demolição não teria sido realizada, embora uma vistoria de fevereiro de 2024 tivesse registrado que a determinação havia sido cumprida.

A polícia também apura se os responsáveis conheciam problemas de estabilidade antes do desabamento. Vizinhos disseram aos investigadores que a casa já apresentava rachaduras. A causa do acidente ainda não foi definida e depende, entre outras provas, do laudo pericial de engenharia da Polícia Científica.

Defesa

O advogado das empresas negou que Ronaldo exercesse função de direção ou fosse sócio oculto da construtora. Segundo a defesa, ele apenas acompanhava o filho, Cristiano, responsável técnico pela obra. O advogado classificou as prisões temporárias como prematuras e informou que pediria a revogação da prisão de Ronaldo.

A defesa também negou que Cristiano e Isis tentassem se esconder. Segundo o advogado, os dois estavam no estado de São Paulo e deveriam se apresentar espontaneamente à polícia nos próximos dias. Ele afirmou ainda que a obra estava regular e que uma decisão de 6 de março de 2025 havia revertido a ordem de demolição após uma vistoria da prefeitura.

A New Home Construtora informou que abriu uma investigação interna e disse que ainda não havia elementos suficientes para determinar a causa do desabamento. A empresa afirmou que não se exime de eventual responsabilidade apontada pelas investigações, que apoia as famílias afetadas e que prestará esclarecimentos às autoridades.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.