A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou uma moção de louvor a Donald Trump pouco antes de o presidente dos Estados Unidos anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O grupo é presidido pelo deputado paranaense Filipe Barros (PL), e a proposta foi apresentada por Sóstenes Cavalcanti (RJ), líder do partido na Câmara.
No texto, Cavalcanti defendeu que o 45º presidente dos Estados Unidos fosse reconhecido como um dos melhores governantes do mundo e como referência para uma democracia moderna e justa.
Após o anúncio da taxação, Barros responsabilizou Luiz Inácio Lula da Silva e fez ataques à primeira-dama Janja Lula da Silva. O deputado afirmou que Lula estaria alinhado ao chamado “eixo do mal” e usou a declaração para criticar a posição do governo brasileiro diante das medidas anunciadas por Trump.
Barros também disse que Lula seria “um puxa-saco de ditaduras”, ao comentar uma fala atribuída a Janja depois de o presidente brasileiro ser questionado sobre as tarifas. A declaração mencionada pelo deputado foi “cadê meus vira-latas”.
A taxação deverá afetar setores da economia brasileira, entre eles a indústria do aço e o agronegócio. Em janeiro deste ano, Barros havia usado um boné de campanha de Trump. O texto também cita medidas do governo norte-americano contra universidades e estudantes, a deportação de brasileiros e outros imigrantes algemados, a fiscalização de redes sociais, a imposição de tarifas e a perseguição a críticos das ações de Israel na Faixa de Gaza.



