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Edifício Planalto celebra 70 anos com exposição gratuita em São Paulo

Mostra reúne 136 fotografias e documentos sobre o prédio projetado por João Artacho Jurado e fica aberta até 4 de outubro.

Edifício Planalto celebra 70 anos com exposição gratuita em São Paulo
Foto: Tuca Vieira/Divulgação Itaú Cultural

O Edifício Planalto, na Bela Vista, completa 70 anos com uma exposição que reúne 136 fotografias e documentos sobre a história do prédio projetado pelo arquiteto João Artacho Jurado. A mostra está instalada no saguão do edifício e tem entrada gratuita até 4 de outubro.

A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 10h às 15h. O Planalto fica na esquina da Rua Maria Paula com a Avenida Santo Amaro, no Centro de São Paulo.

Tombado como patrimônio cultural da cidade, o edifício tem 75 metros de altura, 26 andares e 294 apartamentos. Suas cores e formas marcaram a paisagem paulistana a partir da década de 1950. Inaugurado em 1956, o prédio se tornou um dos símbolos da arquitetura de Artacho Jurado, conhecido pelo uso de cores, materiais pouco convencionais e grandes áreas comuns em edifícios residenciais.

A arquiteta Renata Campiotto afirma que o trabalho do profissional antecipou espaços de convivência que depois se tornariam comuns em condomínios. Para ela, preservar o Planalto também envolve manter o uso do prédio pelos moradores, sem retirar os elementos que fazem parte de sua importância histórica.

A exposição também recupera uma particularidade da construção: o edifício foi inaugurado antes de estar totalmente concluído. De acordo com Felipe Grifoni, a abertura inicial concentrou-se nas áreas comuns do térreo e nas lojas voltadas para a rua. A receita dos espaços comerciais teria contribuído para financiar o término da obra.

Artacho Jurado nasceu em São Paulo e morreu em 1983, aos 76 anos. Ele projetou outros edifícios que se tornaram referências na capital. Sua trajetória também é tema de um documentário lançado pela sobrinha-neta, que busca recuperar a história do arquiteto e explicar por que sua obra ficou pouco documentada por tanto tempo.

Entre os relatos de moradores está o de Olímpia Novas, apontada como a residente mais antiga do Planalto. Ela chegou ao edifício aos três meses de idade e trabalha na recepção há 65 anos. Filha de imigrantes gregos, conta que os pais alugaram primeiro um apartamento e, cerca de um ano depois, compraram um imóvel no prédio. Desde então, ela nunca mais saiu. “Esse prédio é meu coração”, resume Olímpia.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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