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Milton Leite é investigado por suspeitas ligadas ao transporte e ao PCC em São Paulo

Polícia Civil e Gaeco investigam se o ex-vereador operava empresas ligadas à facção e era dono de fato da Transwolff.

Milton Leite é investigado por suspeitas ligadas ao transporte e ao PCC em São Paulo
Foto: Paulo Gomes/TV Globo

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil) é investigado pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suspeitas de envolvimento com empresas de transporte público ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A apuração faz parte da Operação Vectura Corrupta, que investiga a atuação do crime organizado no transporte da capital paulista e possíveis relações com empresários, políticos e advogados. Um relatório da Polícia Civil anexado ao processo afirma que Leite seria responsável pela operação de algumas empresas controladas pelo PCC e que policiais militares o apontaram como “dono de fato” da Transwolff.

A empresa já havia sido investigada na Operação Fim da Linha. Em um diálogo analisado pelos investigadores, José Daniel menciona uma conversa com o advogado Milton Milreu sobre a possível troca da UPBus pela Translider. Conforme o documento, Daniel teria dito que Milton Leite precisaria ser avisado caso a mudança ocorresse.

O relatório também registra que uma empreiteira ligada ao ex-vereador teria contratos sob investigação com empresas de transporte relacionadas ao PCC. O documento não informa o nome da empreiteira nem detalha os contratos. Em outro trecho, Leite é descrito como alguém de “forte influência no ramo dos transportes”.

Defesas

Milton Leite declarou que estava viajando, negou estar foragido e afirmou que se apresentaria às autoridades em até 24 horas para provar sua inocência.

A defesa da Transwolff nega qualquer participação societária de Leite, atuação dele na gestão ou transmissão de ordens à empresa. Também afirma que as acusações são equivocadas e não correspondem à realidade.

Entre os presos na operação está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. A investigação diz que ele mantinha encontros periódicos com José Daniel Satilite para tratar de interesses do PCC relacionados a empresas de transporte, especialmente após a Operação Fim da Linha. A defesa de Oliveira afirma que ele não tem antecedentes e construiu uma trajetória de serviços públicos na cidade de São Paulo.

Danilo Marco Morgado Silva, que disputou a Prefeitura de Praia Grande em 2024 e era candidato a deputado estadual, também foi preso. Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou vínculo dele com integrantes do PCC e indícios de financiamento de sua campanha pela organização. O registro da candidatura havia sido cassado.

Histórico

A investigação começou em agosto de 2024, na Operação Decurio, após a apreensão de 30 quilos de drogas em Itaquaquecetuba. Dados extraídos do celular da mulher de um dos líderes do PCC levaram à identificação de chefes da chamada “Sintonia Final” e à descoberta de uma fintech que movimentou cerca de R$ 8 bilhões.

Em abril de 2026, a Operação Contaminatio investigou essa estrutura financeira e a rede de doleiros e operadores de criptoativos usada na lavagem de dinheiro. A apuração também identificou campanhas de vereadores patrocinadas pela facção e o envolvimento de servidores comissionados em prefeituras do estado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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