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Operação contra infiltração do PCC no transporte de SP prende dez pessoas

Milton Leite e Paulo Camarão estão entre os seis alvos que ainda não foram localizados pela polícia e pelo Ministério Público.

Operação contra infiltração do PCC no transporte de SP prende dez pessoas
Foto: Paulo Gomes/TV Globo

Dez dos 16 alvos de prisão temporária da Operação Vectura Corrupta foram presos. A investigação apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público de São Paulo. Seis pessoas continuam foragidas, entre elas Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal, e Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão e presidente do Esporte Clube Água Santa.

Entre os presos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Também foram detidos Júlio Salvador Filho, diretor da A2 Transportes; Danilo Marco Morgado da Silva, candidato a deputado estadual; Claudionor Aparecido Sabino Tomaz; Carla de Paula Muller; Edivania Arruda Botelho Alves; André Cassali; José Ronaçdo Alves de Sales; Edson Antonio de Souza; e Milton Mello Milreu, advogado.

Os dez presos devem passar por audiências de custódia nesta sexta-feira (18), na Justiça. O procedimento avalia se houve irregularidades durante as prisões. As autoridades afirmam que a expectativa é pela manutenção das detenções.

Alvos ainda não encontrados

Além de Milton Leite e Paulo Camarão, permanecem foragidos José Daniel Satilite, Cícero José dos Santos Filho, Eduardo Medeiros e Sérgio Luiz Gevaerd de Oliveira.

Milton disse na quinta-feira (17) que estava viajando e que se apresentaria em até 24 horas. O prazo terminou, mas ele não havia se entregado até a manhã desta sexta-feira (18). Após não ser encontrado em casa, afirmou: “Estou em viagem, não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas.” Ele também nega envolvimento com o PCC e ser proprietário ou gestor da Transwolff.

Uma busca foi realizada pela polícia e pelo Ministério Público em Sorocaba, no interior paulista, para tentar localizá-lo. Milton não foi encontrado. No imóvel, havia outra pessoa, além de R$ 280 mil e US$ 89 mil, cerca de R$ 457 mil, em dinheiro e documentos cuja origem não foi explicada.

Paulo Camarão é ligado à A2 Transportes e à Translíder e preside o Água Santa, de Diadema, na Grande São Paulo. De acordo com a investigação, ele teria participação na gestão de empresas de transporte e ligação com pessoas apontadas como integrantes do PCC.

O que é investigado

A operação reúne informações obtidas em celulares e outros materiais apreendidos em apurações anteriores. Os investigadores analisam relações entre integrantes do PCC, empresários, empresas de ônibus, agentes públicos e pessoas ligadas à política.

A investigação aponta possível influência ou controle da organização criminosa sobre 12 empresas de transporte coletivo da capital. Também são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção, uso de pessoas interpostas e influência em licitações e contratos públicos.

As suspeitas ainda estão em apuração, e nenhum investigado é considerado culpado antes de uma condenação definitiva.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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