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Perícia aponta disparo pelas costas e mantém morte de Larissa sob investigação

Polícia descartou inicialmente o suicídio após analisar o trajeto do tiro; defesa de Vinícius sustenta versão oposta.

Perícia aponta disparo pelas costas e mantém morte de Larissa sob investigação
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A polícia descartou a hipótese de suicídio na investigação da morte de Larissa Morata após os primeiros exames periciais indicarem que o disparo foi feito por trás. O tiro atingiu a região acima da orelha esquerda e atrás da cabeça. Como Larissa era destra, os investigadores consideram improvável que ela tenha feito o disparo dessa forma.

O caso continua sendo tratado como morte suspeita e depende da conclusão dos exames periciais. Vinícius Costa Silva, marido de Larissa e policial militar, nega o crime e afirma que ela tirou a própria vida.

A defesa apresentou à polícia áudios e mensagens trocados por Larissa com Thamires, irmã de Vinícius. O material registra relatos de sofrimento emocional, dificuldades no casamento, referências à morte e o uso de sertralina, medicamento antidepressivo.

Em uma das mensagens, Larissa escreveu: “Quero morrer man”; “Sério”; “Estou tão saturada”; “Cansada de tentar fazer o meu melhor.” Em outra conversa, afirmou: “Quero cortar meus pulsos e pular na piscina? Quero.”

Relatos sobre o casamento

Nos áudios enviados à cunhada, Larissa dizia que não queria terminar o relacionamento e pedia que Thamires conversasse com Vinícius. “Porque eu não quero terminar. Eu só queria que ele mudasse”, afirmou.

Ela relatou que o marido dizia estar vivendo um período de muita correria e que os dois estavam em momentos diferentes. Também mencionou uma discussão relacionada à farmácia que os dois possuíam e disse que já havia pedido desculpas pela forma como reagiu.

Em outra gravação, Larissa reclamou que era chamada de “mimada” e afirmou que fazia o que conseguia para cuidar da casa e do filho. Segundo ela, cuidava de Vinícius quando ele sentia dores, mas não recebia a mesma atenção. Também disse que queria participar de decisões da casa, como a escolha de um sofá, mas que o marido permanecia no celular.

Larissa ainda relatou que era criticada por chorar e por não “aguentar nada”. Em seguida, disse que sentia vontade de se jogar do carro e que Vinícius se importava apenas com pessoas de fora. Ela também afirmou que o marido apontava seus erros e não reconhecia suas qualidades como mãe e esposa.

Investigação e versões

A irmã de Vinícius estava na casa do casal no domingo (6), quando Larissa morreu. O policial foi preso temporariamente nesta segunda-feira (7), suspeito do crime.

Em um áudio de 9 de julho, Larissa relacionou seu estado emocional à situação do casamento. Ela disse que ficava mais disposta quando os dois estavam bem e que, quando havia problemas na relação, permanecia de cabeça baixa. Na mesma gravação, mencionou o período anterior ao uso da sertralina.

A defesa afirma que as mensagens e os áudios ajudam a reconstruir o estado emocional de Larissa antes da morte e devem ser considerados na análise da hipótese de suicídio. Familiares dela, por outro lado, relatam que Vinícius tinha comportamento possessivo. A polícia aguarda os exames periciais para concluir a apuração.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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