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Paraná

PF investiga pagamento de R$ 300 mil a instituto ligado a produtora de filme

Instituto que recebeu emendas para projeto digital tinha endereço fiscal em uma loja de roupas em Guarulhos, segundo a PF.

PF investiga pagamento de R$ 300 mil a instituto ligado a produtora de filme

A Polícia Federal investiga o repasse de R$ 300 mil feito pela produtora do filme “Dark Horse” ao Instituto Super Poder Educacional, que usa o nome Super Leitores. A entidade tinha como endereço fiscal uma loja de roupas em Guarulhos, na Grande São Paulo, segundo a investigação.

A operação apura um suposto desvio de emendas parlamentares do deputado federal Mário Frias. Os recursos foram pagos a entidades ligadas à produtora Karina Ferreira da Gama. O filme “Dark Horse” trata da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina, recebeu R$ 2 milhões de duas emendas. Parte desse dinheiro teria sido usada para contratar o Super Leitores, responsável pela criação do “Projeto Jovens Empreendedores”. O contrato previa um kit pedagógico digital, uma plataforma e licenças de uso, além de 24 videoaulas autorais.

Suspeitas na contratação

A PF aponta possíveis irregularidades na disputa entre as empresas. Três concorrentes apresentaram valores menores: duas propostas foram de R$ 200 mil e uma, de R$ 230 mil. O ICB justificou a escolha do Super Leitores pela ampliação do serviço, com inclusão de roteirização, produção e gravação das videoaulas.

A investigação também identificou que os arquivos enviados pelo Super Leitores tinham metadados indicando que a nota de pagamento foi emitida minutos antes da criação do orçamento apresentado na concorrência. As mesmas empresas participaram de outra disputa do ICB. Três delas tinham os mesmos números de telefone e contador registrados em seus CNPJs.

A responsável pelo Super Leitores, Pamella Cristiane Dias, afirmou que utilizava uma sala na loja e depois passou a trabalhar em regime domiciliar. A PF considera que a situação pode afetar a capacidade da empresa de executar o contrato. Pamella também teria dito à Controladoria-Geral da União que não era responsável pela plataforma, embora apareça como titular do domínio ligado ao projeto.

Segundo a investigação, o site foi criado em março de 2026, 11 meses após a emissão da nota de pagamento. As dez videoaulas registravam sete visualizações, número considerado incompatível pela PF com a previsão de capacitar 250 multiplicadores e atender 2.250 estudantes.

Mário Frias negou irregularidades em vídeo publicado nas redes sociais, disse que vai colaborar com a investigação e entregar os documentos solicitados. Ele afirmou acreditar que o caso será arquivado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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