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Substância experimental chega ao Einstein após operação com helicóptero

Mila Seidl relatou a mobilização para levar o ALN-6457 ao hospital e disse que Lito permanece estável na UTI.

Substância experimental chega ao Einstein após operação com helicóptero
Foto: Reprodução/Youtube Aviões e Música

A substância experimental ALN-6457 chegou ao Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na madrugada de sábado (12), para ser usada no tratamento do influenciador e piloto Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. A importação excepcional foi autorizada pela Anvisa.

Parte da medicação veio de Nova York, nos Estados Unidos, em um voo que pousou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Após o despacho aduaneiro, concluído em poucos minutos, a carga seguiu de helicóptero até o hospital. A operação envolveu Receita Federal, Anvisa, Polícia Federal e uma empresa de táxi aéreo.

A esposa de Lito, Mila Seidl, relatou que a família precisou alterar o planejamento depois que um voo comercial foi cancelado por um problema técnico. Como o produto precisava ser administrado em um intervalo limitado de tempo e havia previsão de chuva forte e alagamentos na Grande São Paulo, o transporte aéreo foi escolhido como alternativa.

A família havia preparado previamente documentos e autorizações para a chegada da substância ao Brasil. A empresa de táxi aéreo disponibilizou uma tripulação e cuidou dos procedimentos de regulamentação no aeroporto.

Estado de saúde

Lito recebeu a medicação sem intercorrências relacionadas ao tratamento, segundo Mila. Ele permanece internado em uma UTI por complicações provocadas pela doença e está estável dentro do quadro clínico. A família deverá esperar entre seis e sete semanas para avaliar os efeitos da substância.

O ALN-6457 está em estágio pré-clínico e ainda não teve estudos formalmente iniciados em seres humanos para a doença priônica. Lito é a primeira pessoa a testar o produto. A substância foi obtida por meio do uso compassivo, mecanismo que permite o acesso a tratamentos experimentais em casos de doenças graves e sem alternativas terapêuticas.

Mila afirmou que dados de estudos aos quais teve acesso apresentaram resultados positivos em animais, mas disse que ainda não é possível saber como o produto vai se comportar em seres humanos. A farmacêutica responsável demonstrou interesse em abrir estudos no Brasil nos próximos meses.

Aos 59 anos, Lito foi diagnosticado com uma condição neurológica rara causada por príons. Ainda não há tratamento aprovado no mundo capaz de interromper a evolução da doença. No Brasil, foram registrados 547 casos confirmados entre 2005 e 2021, segundo o Ministério da Saúde.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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