O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (2) que recebe críticas e “agressões inimagináveis” por sua atuação à frente do Congresso Nacional. Ele disse que, por ocupar o comando do Legislativo, precisa controlar as próprias declarações públicas.
“As coisas estão muito difíceis no Brasil. Eu escuto ofensas, agressões, todos os dias”, declarou Alcolumbre. Segundo ele, se não fosse senador ou presidente do Senado, teria mais liberdade para responder aos ataques feitos contra ele.
O senador também criticou parlamentares que usam vídeos nas redes sociais para atacar adversários e tentar obter engajamento eleitoral. Sem citar nomes, mencionou um episódio ocorrido no plenário na quarta-feira (1º) e afirmou que um colega não esperou que ele deixasse a cadeira da Presidência do Senado para conversar.
A manifestação ocorreu enquanto a oposição pressiona Alcolumbre a dar andamento aos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do Senado, porém, já indicou que não deve colocar os processos em pauta.
Vídeos e críticas nas redes
No dia 1º de setembro, o senador Carlos Viana (PSD-MG), que disputa a reeleição ao Senado, publicou um vídeo cobrando uma posição de Alcolumbre sobre o impeachment de Moraes. A gravação foi feita no corredor central do plenário, diante da cadeira da Presidência.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também relatou ter visto nas redes sociais uma suposta fiscalização de senadores que elogiassem Alcolumbre. Ela havia elogiado o presidente do Senado após a inclusão na pauta do projeto que cria o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). A proposta foi aprovada em votação simbólica depois de um pedido do senador Flávio Arns (PSB-PR).
Alcolumbre disse que é difícil se defender de ofensas feitas pela internet e criticou ataques realizados por meio de celulares, robôs e fake news. Ao responder a Damares, defendeu o direito à divergência e afirmou que as redes sociais têm criado um ambiente de “ditadura”.



