Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Política

Caso Master amplia desgaste de Flávio Bolsonaro nas redes, aponta monitoramento

Relatório do Instituto Democracia em Xeque registrou 383 mil menções e cerca de 8,6 milhões de interações sobre o episódio.

Relação com Master desgasta Flávio Bolsonaro nas redes sociais, mas direita reage

A divulgação de um áudio sobre a negociação do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, levou o caso Master ao maior nível de repercussão dos últimos 30 dias nas redes sociais, segundo monitoramento do Instituto Democracia em Xeque (DX). O levantamento registrou 383 mil menções nos dias 13 e 14 de maio e cerca de 8,6 milhões de interações em Facebook, Instagram, YouTube, X e TikTok.

O filme foi patrocinado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e negociado diretamente pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), conforme as informações analisadas pelo instituto. O monitoramento acompanhou mais de 16 mil perfis e utilizou as ferramentas Talkwalker e DataLake, além de dados obtidos por APIs públicas das plataformas.

Esquerda teve mais publicações e interações

A análise identificou 4.829 posts que mencionavam Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Perfis de esquerda responderam por 1.469 publicações, à frente dos perfis de direita, com 1.133, e da imprensa, com 676.

Os perfis de esquerda também concentraram mais de 4 milhões de interações. A imprensa teve 3,5 milhões, enquanto os perfis de direita registraram 2,6 milhões. Para o DX, o resultado indica uma atuação política mais ativa do campo progressista e ausência de uma resposta unificada entre os apoiadores de Flávio.

O termo “Bolsomaster” foi associado ao desgaste da pré-campanha do senador. PT e PSOL lideraram as interações entre os partidos progressistas, com 591.715 e 561.579, respectivamente. O PT publicou 172 posts, e o PSOL, 46. O PL apareceu na defesa de Flávio, com 419.56 interações e 47 posts.

Defesa usou Lei Rouanet e críticas a Zema

Entre os apoiadores de Flávio, a estratégia de maior resultado foi a mobilização em torno da expressão “zero de Lei Rouanet”. A argumentação era de que o filme não receberia dinheiro público e de que o patrocínio havia sido solicitado a Vorcaro quando ele ainda não tinha acusações.

Os opositores passaram a usar o termo “Roubanet” e relacionaram o áudio a outros episódios, como o do detergente Ypê. Outra frente, impulsionada pelos perfis de Carlos e Eduardo Bolsonaro, acusou Romeu Zema de traição. O ex-governador de Minas e pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo havia criticado Flávio em um vídeo após a divulgação da conversa.

As publicações de maior engajamento, porém, trataram inicialmente da cobrança feita por Flávio a Vorcaro sobre valores da produção do filme. Também foram retomadas declarações anteriores do senador sobre não ter relação com o ex-banqueiro, seguidas do reconhecimento de que houve negociação.

O termo “lavanderia Master” também ganhou espaço. Perfis de esquerda e da imprensa destacaram que o financiamento de “Dark Horse” superou o de produções como “Ainda Estou Aqui”, vencedora do Oscar, e “O Agente Secreto”, indicado ao prêmio. As postagens questionaram a utilização dos recursos de Vorcaro e mencionaram o envio de parte dos valores a uma empresa ligada a Eduardo Bolsonaro.

Também foram retomadas denúncias e episódios associados a Flávio Bolsonaro, como rachadinha, Fabrício Queiroz, compra de imóveis, loja de chocolates e patrimônio. A queda da bolsa de valores e a alta do dólar no dia da divulgação do áudio foram relacionadas, nas postagens, a um possível impacto sobre a campanha do senador.

O relatório afirma ainda que os perfis da imprensa ajudaram a ampliar a circulação da denúncia. Entre os perfis com mais interações, o primeiro lugar teve mais de 1 milhão, seguido pelo deputado federal Lindberg Farias (PT-RJ) e por outros perfis jornalísticos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.