A defesa de Henrique Vorcaro pediu nesta quarta-feira (16) a revogação da prisão preventiva do pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os advogados alegam excesso de prazo e afirmam que ele está preso há mais de 90 dias sem que um pedido de soltura tenha sido julgado.
O pedido ocorre enquanto a tramitação do caso Master está paralisada no Supremo Tribunal Federal (STF). Para a defesa, a indefinição sobre a retomada do processo prejudica Henrique. Os advogados também sustentam que ele não tem foro privilegiado e que não há, no processo em que está envolvido, pessoas com prerrogativa de função no Supremo.
Henrique Vorcaro foi preso em maio, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias atribuídas ao ex-banqueiro. A prisão preventiva foi determinada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master, e confirmada pela Segunda Turma do STF em junho.
Investigação e paralisação do processo
Investigadores apontam Henrique como integrante e um dos líderes de uma milícia pessoal mantida por Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, os grupos chamados de A Turma e Os Meninos seriam responsáveis por intimidar desafetos do ex-banqueiro, com ameaças virtuais e presenciais, além de obter ilegalmente informações sigilosas para ele.
A paralisação dos processos relacionados à Compliance Zero no STF foi determinada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin. A decisão ocorreu após a repercussão do caso e também envolve um pedido de Mendonça para investigar o ministro Alexandre de Moraes, com base em relatório da Polícia Federal sobre mensagens que teriam sido enviadas por Vorcaro.
Fachin determinou que as ações do caso Master só voltem a tramitar depois que o plenário decidir sobre a autorização ou não da investigação contra Moraes e analisar a regularidade da relatoria de Mendonça. Na última terça (15), o plenário discutiu o assunto, mas não analisou o mérito. Ainda não há previsão para essa análise.



