RIO GRANDE DO NORTE — Dos 599 registros feitos no sistema Pardal durante as Eleições Gerais de 2026, 301 já foram baixados. Outros 184 continuam em andamento e 113 denúncias foram encaminhadas ao Processo Judicial Eletrônico (PJe).
As candidaturas a deputado estadual concentram a maior quantidade de denúncias, com 207 registros. Na sequência aparecem os candidatos a deputado federal, com 162. Candidaturas ao Governo do Estado e ocorrências ligadas a partidos, coligações ou federações têm 75 registros cada. O Senado soma 29 denúncias, enquanto a Presidência da República tem 12 e o cargo de vice-governador aparece uma vez.
Onde estão os registros
As denúncias foram registradas em 64 municípios potiguares. Natal lidera, com 186 ocorrências, e Mossoró vem depois, com 137. As duas cidades reúnem 323 registros. Lajes aparece com 51 denúncias, seguida por Parnamirim, com 31.
Também há registros em Ceará-Mirim, com 14; Bom Jesus, com 12; São Gonçalo do Amarante, com 10; e Bento Fernandes e Extremoz, com nove cada.
Principais tipos de ocorrência
As irregularidades relacionadas a vias públicas são as mais frequentes, com 212 denúncias. Bens particulares aparecem depois, com 78 registros. Carros de som, minitrios e trios elétricos somam 69 ocorrências; bens públicos, 57; propaganda na internet, 44; e outdoors e outdoors eletrônicos, 41.
A lista inclui ainda 25 denúncias sobre distribuição de material gráfico, 21 relacionadas a comícios e showmícios e outras 21 envolvendo adesivos em automóveis.
Como funciona o Pardal
A ferramenta da Justiça Eleitoral recebe denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. Nas Eleições 2026, passou a oferecer acesso por biometria, georreferenciamento, recursos de acessibilidade e a possibilidade de indicar mais de um candidato ou partido no mesmo registro. O sistema também usa inteligência artificial para ajudar a classificar as ocorrências e identificar situações que possam configurar crimes eleitorais.
As denúncias podem ser enviadas pelo Pardal Móvel. O eleitor precisa se identificar pelo e-Título ou Gov.br, mas a identidade é mantida sob sigilo. Fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos podem ser anexados, e um protocolo permite acompanhar o andamento, inclusive eventual baixa ou peticionamento no PJe.



