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Política

Fachin separa acusações contra Mendonça e pede manifestação da PGR

Presidente do STF abriu procedimento próprio e deu cinco dias úteis para a PGR responder às acusações apresentadas por Moraes.

Fachin separa acusações contra Mendonça e pede manifestação da PGR

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu um procedimento separado para tratar das acusações feitas por Alexandre de Moraes contra André Mendonça. A medida retira o caso do inquérito das fake news e prevê a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PGR terá cinco dias úteis, a partir desta sexta-feira (4), para se manifestar. Depois, Mendonça terá o mesmo prazo para apresentar sua posição. A análise pelo plenário do STF deve ocorrer após as eleições, com previsão de pauta para novembro, conforme informações de integrantes do tribunal.

Despachos e acusações

Na quinta-feira (3), Fachin decidiu sobre a primeira etapa da crise, relacionada ao relatório que tratou das relações entre Daniel Vorcaro e a família Moraes. O despacho reuniu as suspeitas sobre a conduta de Mendonça e a alegação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de que haveria uma dupla nulidade.

A argumentação é de que Mendonça teria ultrapassado sua competência ao concentrar a apuração em integrantes do próprio STF, assunto que deveria ser analisado pelo plenário. Gonet, Mendonça, Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também receberam cinco dias para se manifestar.

Fachin afirmou que cabe à Presidência do tribunal garantir que uma eventual análise colegiada ocorra com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.

No mesmo dia, Moraes encaminhou à Presidência as acusações contra Mendonça, para as providências consideradas necessárias. O despacho informa que, na terça-feira (1º), quando Mendonça apresentou o relatório, Moraes havia determinado o envio ao seu gabinete de todos os relatórios de inteligência da PF que mencionassem ministros do Supremo.

Entre os documentos estavam apurações sobre o próprio Moraes, além de referências a Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. Moraes, porém, concentrou a reação no relator da Operação Compliance Zero, relacionada ao caso Master, e da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS.

A PF apontou indícios de condução enviesada da supervisão judicial, com possíveis invasões de competências investigativas, participação na condução de delações premiadas, interferência em decisões administrativas e acesso ao material bruto das apurações. O relatório também mencionou a seleção de alvos por razões pessoais e políticas.

Para Moraes, o acesso antecipado ao conteúdo de celulares e computadores poderia violar a cadeia de custódia das provas, prejudicar a investigação criminal e favorecer vazamentos. Ele acusou Mendonça de atuar nas duas relatorias com ausência de imparcialidade.

Conversas mencionadas no relatório

Paulo Gonet aparece entre os citados nas conversas analisadas. Em 30 de novembro de 2025, Vorcaro informou a Moraes que havia recebido informações confidenciais do Banco Central de que o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e outros diretores estariam sendo pressionados pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) a tomar alguma medida contra o Banco Master.

Na conversa, Vorcaro pediu que Moraes reforçasse o assunto com Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Dez minutos depois, surgiu uma lista com cinco nomes da PF e três do MPF. Entre os nomes identificáveis estavam Dennis Cali, Janaína Palazzo, Ubiratan Cazetta, Gabriel Pimenta Alves, Wilker Goulart, Guilherme Alves e Daniel de Brito.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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