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Política

Marconi propõe reforço policial e força-tarefa contra feminicídios em Goiás

Candidato defende policiais da reserva na ativa, integração entre órgãos e ampliação das delegacias especializadas para mulheres.

Marconi propõe reforço policial e força-tarefa contra feminicídios em Goiás

O candidato do PSDB ao governo de Goiás, Marconi Perillo, apresentou medidas emergenciais para tentar reduzir os casos de feminicídio no estado. A proposta inclui o retorno de policiais militares da reserva à ativa, a ampliação das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) e uma força-tarefa com o Poder Judiciário e o Ministério Público de Goiás (MPGO).

Dados oficiais citados pelo candidato registram 49 vítimas de feminicídio em Goiás nos sete primeiros meses de 2026. O número representa alta de 63% em relação ao mesmo período do ano passado. Marconi classificou os dados como inaceitáveis e mencionou o caso de Maria Regina Costa, auxiliar de supermercado que, no último dia 5 de setembro, foi estuprada e assassinada em Nerópolis depois de voltar de uma festa.

A volta de policiais experientes à linha de frente seria, segundo o candidato, uma forma de reforçar o efetivo até a conclusão de um concurso público que ele pretende realizar nas primeiras semanas de um eventual governo. Os profissionais que aceitarem retornar receberiam uma gratificação salarial.

Marconi também propõe aumentar o efetivo dos batalhões da Polícia Militar, especialmente nas Patrulhas Maria da Penha. Criada em 2015, a unidade faz policiamento ostensivo e acompanha o cumprimento de medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica. O plano prevê ainda a renovação dos veículos e a capacitação contínua das equipes.

A ampliação das Deams é outra frente apresentada pelo candidato. Ele defende um canal integrado entre essas delegacias, as Varas de Violência Doméstica e a Polícia Militar, com uso de tecnologia e inteligência artificial.

Para colocar as medidas em prática, Marconi afirma que buscará parcerias com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e o MPGO. Ele citou o Observatório de Feminicídio e Violência Doméstica Contra a Mulher e informou que 72% dos pedidos de medidas protetivas são analisados pelo tribunal no mesmo dia.

O candidato, porém, disse que o principal desafio ocorre depois da concessão das medidas. Segundo ele, há descumprimentos e registros de feminicídios mesmo quando os protetivos estão ativos. A proposta prevê articulação entre o governo estadual e o Judiciário para transformar as decisões em proteção imediata para as mulheres.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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