O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu nesta quinta-feira (9) o fim da gratuidade dos cursos de Direito, Sociologia e Antropologia. Ele também propôs acabar com a autonomia universitária e concentrar os investimentos públicos do ensino superior em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Durante um evento na Câmara Americana de Comércio para o Brasil, Renan afirmou que estudantes interessados em Direito e Sociologia deveriam pagar pela formação. “Quer fazer sociologia, quer fazer faculdade de direito? Pague”, disse.
Críticas à autonomia e ao modelo de pesquisa
O candidato afirmou que a autonomia universitária favorece um sistema próprio de reajustes salariais e criticou a gestão das instituições. Para ele, os recursos deveriam ser direcionados a áreas como tecnologia e biotecnologia, que, segundo sua avaliação, aumentam a produtividade.
A autonomia das universidades públicas está prevista no Artigo 207 da Constituição Federal. A regra garante independência didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial às instituições.
Renan também defendeu que os incentivos destinados a universidades privadas sejam concentrados em poucas instituições. Ele propôs ainda ampliar as parcerias entre universidades e empresas privadas.
Ao justificar a prioridade para as áreas exatas e tecnológicas, o candidato questionou o uso de dinheiro público na formação de antropólogos e sociólogos. “Temos que abandonar a ideia de que temos que investir em formar antropólogos e sociólogos com dinheiro público num país em que as pessoas são muito pobres”, afirmou.
Fies e ProUni
Renan classificou o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o ProUni (Programa Universidade para Todos) como “fiascos”. Segundo ele, os programas endividaram estudantes.
O candidato também criticou o modelo de renúncias fiscais no ensino superior. Na avaliação dele, a política beneficiou grupos educacionais que chamou de “fábricas de diploma”.



