O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta o julgamento sobre a atuação de André Mendonça no caso Master. A análise estava prevista para 23 de setembro e será remarcada, mas o tribunal ainda não informou uma nova data.
Na decisão, Fachin afirmou que permanecem pendentes discussões relacionadas a temas que interferem diretamente na avaliação sobre Mendonça. Entre os pontos está um questionamento sobre a regularidade da própria relatoria. “A inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, escreveu o presidente do STF.
Fachin também cancelou uma sessão extraordinária prevista para esta quinta-feira. O STF não divulgou o motivo. O cancelamento ocorreu em meio a uma nova troca de críticas públicas entre Mendonça e Gilmar Mendes nas redes sociais.
A retirada do julgamento aconteceu dois dias depois da sessão que analisaria um relatório da Polícia Federal sobre a troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Questão de ordem
A sessão teve como foco principal uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes e Flávio Dino. Os ministros defendiam que os julgamentos relacionados a Moraes e Mendonça fossem realizados no mesmo dia. A proposta foi rejeitada por 4x3, mantendo as sessões em datas diferentes.
Após a votação, Dino pediu vista do processo. Ele terá 90 dias para devolver sua avaliação, que deverá apontar possíveis irregularidades.
O adiamento ocorre enquanto também há manifestações públicas envolvendo os ministros. Mendonça afirmou que nunca transformou o plenário em “palanque” e “picadeiro”. Gilmar, por sua vez, saiu em defesa do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e criticou Mendonça por uma suposta intenção de lucrar politicamente.


