SÃO PAULO — O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, cobrou nesta terça-feira (8) que o Senado exerça seu papel de fiscalização na crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração ocorreu durante um evento de campanha, após uma visita ao prédio do Smart Sampa, no Centro de São Paulo. Tarcísio foi questionado sobre aliados que defenderam o impeachment de Moraes durante o comício de Flávio Bolsonaro (PL), realizado na segunda-feira (7), em ato na Avenida Paulista.
Cobrança ao Senado
O governador afirmou que as informações reveladas no caso exigem uma resposta institucional e defendeu o respeito aos limites legais e ao Estado Democrático de Direito. “Aquilo que foi revelado é grave. E precisa de resposta institucional”, disse.
A crise ganhou força depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento expôs mensagens e contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Na mesma decisão, o ministro sugeriu que os elementos dos relatórios da PF fossem avaliados pelo plenário do STF.
Para Tarcísio, o Senado tem o dever de agir e fiscalizar. Ele afirmou que, sem a atuação da Casa, o sistema de freios e contrapesos fica comprometido pela omissão.
Elogios a Mendonça
Tarcísio disse que André Mendonça “representa uma esperança” e citou uma saturação diante de determinadas situações. Também descreveu o ministro como uma pessoa muito discreta, firme e sábia.
O governador afirmou que essa avaliação não seria apenas dele, mas também de juristas e editoriais. Segundo Tarcísio, haveria uma percepção de que a situação não caminha bem.
Ele também comentou a redução do público na manifestação. Para o governador, o ato deve ser avaliado pela mensagem transmitida: indignação com o que está acontecendo e cobrança de respostas das autoridades responsáveis.



