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Zanin rejeita pedido para obrigar Senado a abrir CPI sobre Vorcaro e ministros do STF

Ministro manteve o processo em tramitação e pediu informações ao presidente do Senado antes da análise do colegiado do STF.

Zanin rejeita pedido para obrigar Senado a abrir CPI sobre Vorcaro e ministros do STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (22) o pedido de liminar feito pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a encaminhar uma CPI sobre possíveis vínculos entre ministros da Corte e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A decisão é provisória e não encerra o processo.

Vieira afirma que o requerimento alcançou 41 assinaturas, quantidade necessária para ser protocolado, mas está há quase seis meses sem encaminhamento. O senador pediu que o STF determinasse ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a adoção das providências para dar andamento à proposta.

Na avaliação de Zanin, não há elementos suficientes, neste momento, para justificar uma intervenção urgente do Supremo. O ministro também disse que ações contra autoridades do Legislativo precisam apresentar provas inequívocas de uma possível omissão inconstitucional.

A CPI proposta pretende examinar possíveis relações pessoais, financeiras ou funcionais entre Vorcaro e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O objetivo também seria verificar se esses vínculos tiveram influência na atuação dos magistrados. Vieira sustenta que o pedido cumpre as exigências da Constituição.

Zanin considerou ainda que já existiu uma solicitação de CPI relacionada ao Banco Master. Para ele, o novo requerimento não apresenta um fato novo e independente. A indicação de pessoas específicas como alvos da investigação, segundo o ministro, não basta por si só para caracterizar uma nova comissão.

Mesmo ao negar a liminar, o ministro manteve a ação em andamento. Alcolumbre será comunicado para prestar informações. Na sequência, a Advocacia-Geral da União (AGU) poderá se manifestar, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá ser ouvida. Depois dessas etapas, o caso será levado ao julgamento do colegiado do STF.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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