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Política

Candidatos ao Senado por São Paulo pedem apuração sobre Moraes e Banco Master

Postulantes divergem sobre afastamento e impeachment, mas defendem transparência nas investigações relacionadas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Candidatos ao Senado por São Paulo pedem apuração sobre Moraes e Banco Master
Foto: Reprodução/TV Globo

Candidatos ao Senado por São Paulo, de diferentes correntes políticas, defenderam o aprofundamento das investigações sobre a suposta relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. As manifestações também envolveram o sigilo de apurações relacionadas ao Banco Master e a atuação do Senado em eventuais processos contra ministros da Corte.

Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cobraram transparência nas apurações. As duas também questionaram a manutenção do sigilo em outras investigações envolvendo o banco. Já Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo) defenderam uma resposta mais dura, com apoio à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

Cobranças por transparência

Marina, ex-ministra do Meio Ambiente, classificou as revelações como graves e defendeu o afastamento de Moraes durante as investigações, como forma de preservar a credibilidade do Supremo. A candidata afirmou que o ministro deve prestar esclarecimentos, mas disse que o caso não pode ser usado para deslegitimar a Corte ou atacar as instituições.

Ela também criticou a condução do inquérito sobre o Banco Master pelo ministro André Mendonça. Marina questionou por que o mesmo critério de sigilo não teria sido aplicado ao caso envolvendo Jair Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. A referência foi a uma gravação em que Flávio pede recursos ao banqueiro para financiar um filme sobre o pai. Ao menos R$ 61 milhões foram repassados à produção.

Simone Tebet disse estar perplexa e indignada com as denúncias. A candidata defendeu que o plenário do STF autorize a abertura de um inquérito sobre Moraes. Na avaliação dela, a medida permitiria ao ministro apresentar sua defesa e dar respostas à sociedade.

Tebet também pediu esclarecimentos sobre a participação de outras autoridades no caso relacionado ao Master. Para ela, o Supremo não deve adotar critérios diferentes ao decidir quais informações serão divulgadas. “A lei, ela deve ser aplicada a qualquer pessoa, doa a quem doer”, afirmou.

Defesa de impeachment

André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e candidato pelo PL, afirmou que Moraes não teria condições de continuar no cargo e defendeu que o Senado abra um processo de impeachment. Ele disse que mensagens retiradas do celular de Vorcaro indicariam relações incompatíveis com padrões republicanos entre o banqueiro, o ministro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Prado declarou que apoiará eventual impeachment de ministro do STF caso seja eleito e afirmou que ninguém está acima da lei.

Guilherme Derrite também publicou vídeo defendendo o impeachment de ministros do Supremo. Sem citar Moraes diretamente, disse que a medida atende a uma demanda da população. O candidato vinculou o avanço desses processos à eleição de uma maioria de senadores de direita e criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

Derrite mencionou a existência de 119 pedidos e acusou Alcolumbre de não dar andamento nem levar os processos à votação.

Ricardo Salles afirmou que a situação se tornou insustentável e cobrou uma iniciativa de Alcolumbre. Segundo o candidato, cabe ao presidente do Senado encaminhar pedidos de investigação por crime de responsabilidade contra ministros do STF.

Salles também criticou André do Prado. Ele acusou o candidato de fazer teatro ao defender o impeachment de Moraes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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