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Saúde

Acompanhamento ginecológico começa cedo, mas exames variam conforme cada paciente

Ginecologista afirma que mulheres costumam procurar mais os serviços de saúde e explica como o atendimento muda ao longo da vida.

Acompanhamento ginecológico começa cedo, mas exames variam conforme cada paciente
Foto: RossHelen/Canva

A afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre mulheres aprenderem a fazer exame de toque desde pequenas corresponde, em essência, à prática ginecológica, segundo o médico José Alcione Macedo Almeida, que atua na área de Ginecologia na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas. A fala havia sido compartilhada fora do contexto de um discurso sobre a resistência dos homens ao exame de próstata. No dia seguinte, Lula explicou que se referia a cuidados de saúde.

O acompanhamento começa com uma avaliação nos primeiros momentos de vida, dentro dos cuidados neonatais. Isso não significa que crianças passem desde cedo por consultas ginecológicas regulares ou exames invasivos. Na adolescência, o atendimento passa a considerar o desenvolvimento das mamas, a menstruação, a sexualidade e a saúde reprodutiva.

O exame ginecológico começa pela observação e deve ser ajustado à idade e às condições de cada paciente. A avaliação das mamas também pode fazer parte da consulta. Em adolescentes, a palpação pode identificar alterações, como um eventual nódulo.

Para quem ainda não teve atividade sexual, a avaliação dos órgãos genitais costuma ser externa. O exame intravaginal não é realizado sem necessidade. “Há um cuidado quando não há absoluta necessidade do toque”, explicou Alcione. Em situações como a ocorrência de sangramento, porém, a investigação pode ser necessária.

Os exames preventivos também variam de acordo com a fase da vida. Para o rastreamento do câncer do colo do útero, o Ministério da Saúde passou a adotar o teste molecular para identificar o DNA do HPV como método primário. A indicação é para mulheres e outras pessoas com colo do útero de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Onde essa tecnologia ainda não está disponível, o Papanicolau continua sendo usado.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2019, realizada pelo IBGE e pelo Ministério da Saúde, mostra que 82,3% das mulheres tinham consultado um médico nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entre os homens, o índice foi de 69,4%.

Na avaliação do ginecologista, fatores culturais ajudam a explicar essa diferença. Ele afirmou que muitos homens adiam exames importantes por resistência ao toque retal e por uma associação do procedimento à masculinidade. O exame é considerado importante para detectar alterações na próstata.

O acompanhamento ginecológico e a avaliação da próstata, no entanto, não são equivalentes: têm indicações e objetivos diferentes. Para homens sem sintomas, a decisão sobre exames de câncer de próstata deve levar em conta, individualmente, os possíveis benefícios e riscos. Para as mulheres, Alcione defende que o acompanhamento acompanhe as diferentes fases da vida, do início da puberdade à velhice.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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