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Saúde

OMS inclui poluição do ar e saúde auditiva nas orientações contra demência

Novas diretrizes reforçam atividade física, alimentação saudável e controle de doenças, mas não indicam suplementos sem deficiência nutricional.

OMS inclui poluição do ar e saúde auditiva nas orientações contra demência
Foto: Anna Nikonorova/Shutterstock

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a incluir a exposição a níveis elevados de poluição do ar entre os fatores relacionados ao risco de demência. A mudança faz parte da atualização das diretrizes de prevenção, que não eram revisadas desde 2019.

As novas orientações também reforçam os cuidados com a perda auditiva. Para pessoas com dificuldades de audição, a OMS indica aparelhos auditivos e outros recursos de auxílio quando necessário. A recomendação considera estudos que associaram problemas auditivos a um risco maior de declínio cognitivo.

Hábitos e controle da saúde

A entidade recomenda manter atividade física regular, adotar uma dieta saudável e controlar condições como hipertensão, diabetes e colesterol alto. Também orienta reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e evitar o tabaco.

A OMS inclui ainda a manutenção da atividade cognitiva, com práticas como tocar um instrumento, ler e manter convívio social constante. As medidas se baseiam em evidências de que alguns fatores de risco podem ser modificados, contribuindo para reduzir ou adiar o declínio cognitivo.

A organização não encontrou evidências suficientes de que vitaminas B ou E, ácidos graxos e ômega-3 previnam a demência em pessoas sem deficiência nutricional. Por isso, esses suplementos não devem ser apresentados como uma forma comprovada de evitar a doença.

Impacto da síndrome

Cerca de 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, e aproximadamente 10 milhões de novos casos são registrados todos os anos. A síndrome provoca declínio das funções cognitivas e pode comprometer atividades do dia a dia. A doença de Alzheimer é a causa mais comum e responde por cerca de 60% a 70% dos casos, segundo a OMS.

Ainda não existe cura para a demência. Em 2019, a condição foi associada a cerca de 1,6 milhão de mortes e ocupou a sétima posição entre as principais causas de morte no mundo.

A OMS também estima que a demência gere um custo de aproximadamente US$ 1,3 trilhão por ano para a economia global. Uma pesquisa publicada no The Lancet em 2020 já havia relacionado a perda auditiva ao risco de desenvolver a síndrome.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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