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Histórico reúne apoio de Lula a Moraes em crises e decisões do governo

Presidente defendeu o ministro, articulou encontros políticos e levou a Trump pedido para retirar sanções contra Moraes.

Histórico reúne apoio de Lula a Moraes em crises e decisões do governo

Luiz Inácio Lula da Silva mantém, há anos, uma relação de apoio público e interlocução política com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A postura contrasta com a cautela adotada pelo presidente após a divulgação de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na primeira manifestação sobre o caso, Lula não mencionou o ministro. Disse que é “fundamental investigar todo mundo, sem blindagem de ninguém”. Nesta sexta-feira (4), afirmou que ninguém pode usar um cargo público em benefício próprio “em nome da democracia”.

O histórico recente inclui episódios em que Moraes atuou como interlocutor de Lula. Em 4 de agosto, o ministro recebeu em sua casa o presidente e Davi Alcolumbre, depois de meses de afastamento político entre os dois. O encontro também teve a intermediação de Cristiano Zanin e terminou com a avaliação de que as divergências haviam sido superadas.

Apoio durante as sanções

Quando o governo Donald Trump impôs a Moraes sanções da Lei Magnitsky, em julho de 2025, Lula disse a ministros do STF que o governo faria uma defesa incondicional da Corte e do ministro. O presidente também ofereceu um jantar no Palácio da Alvorada como gesto de apoio.

Em dezembro de 2025, Lula afirmou que não era possível um presidente punir, com as leis de seu país, autoridades de outra nação que exerciam a democracia. Na ocasião, olhando para Moraes, declarou: “a tua vitória, Alexandre, é a vitória da democracia brasileira”.

Lula ainda levou a Donald Trump o pedido pela retirada das sanções contra Moraes. Depois que o governo americano removeu o ministro, a mulher dele e uma entidade ligada à família da lista da Magnitsky, o presidente comemorou publicamente e disse ter tratado do assunto diretamente com Trump.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também entrou no processo movido pela Rumble e pela Trump Media contra Moraes na Justiça da Flórida. O órgão pediu o encerramento da ação.

Escolhas e gestos públicos

Em setembro de 2024, Lula articulou a presença de Moraes no desfile de 7 de Setembro, em Brasília, enquanto o ministro era alvo de protestos e de uma ofensiva pública de Elon Musk. Depois da cerimônia, recebeu Moraes e outros ministros no Alvorada.

A influência do ministro também apareceu em escolhas para o sistema de Justiça. Lula consultou Moraes antes de oficializar Flávio Dino para o STF e informou a ele, Gilmar Mendes e Zanin a escolha de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República (PGR). Em julho de 2025, nomeou para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques Neto, apontados como amigos de Moraes, após articulação do ministro.

Em novembro de 2023, Lula indicou Gonet para a PGR e condecorou Moraes com a Ordem do Rio Branco. Em novembro de 2024, manteve uma reunião reservada no Alvorada com Moraes, Gilmar Mendes, Zanin, Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal.

A aproximação remonta à eleição de 2022. Depois de derrotar Jair Bolsonaro, Lula elogiou Moraes, então presidente do TSE, dizendo que ele demonstrara “coragem estupenda” e “comportamento exemplar”, além de classificá-lo como “orgulho de todo o Brasil”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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