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Brasil mantém atratividade para stablecoins em real, diz CEO da Crown

John Delaney afirma que a diferença entre os juros brasileiros e americanos ainda pode atrair capital estrangeiro para ativos digitais.

Brasil mantém atratividade para stablecoins em real, diz CEO da Crown

O Brasil ainda oferece uma diferença de juros capaz de atrair capital estrangeiro para stablecoins lastreadas em real, mesmo com a redução da Selic e a alta dos juros nos Estados Unidos. A avaliação é de John Delaney, cofundador e CEO da Crown, emissora da BRLV.

Para Delaney, parte da procura por esses ativos vem de investidores interessados em explorar a diferença entre as taxas dos dois países, em uma estratégia conhecida como carry trade. Na avaliação dele, a redução desse diferencial pode afetar a demanda no curto prazo, mas não elimina o interesse pelas stablecoins como forma de acesso ao mercado brasileiro.

“Isso afeta no curtíssimo prazo, mas não impacta tanto no longo prazo Porque os juros dos Estados Unidos ainda são muito baixos, em torno de 4%”, disse Delaney durante o Digital Assets Conference (DAC) 2026, realizado nesta quarta-feira (16), no Teatro B32, em São Paulo (SP).

Na mesma data, o Federal Reserve elevou os juros básicos dos Estados Unidos em 0,25 ponto porcentual, para uma faixa entre 3,75% e 4% ao ano. No Brasil, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic para 13,75%.

BRLV e uso internacional

A BRLV tem paridade de 1:1 com o real: cada unidade corresponde a R$ 1. A Crown mantém as reservas em títulos públicos e já soma quase R$ 400 milhões em emissão. Delaney estima que, na próxima década, cerca de 8% da base monetária brasileira esteja representada em ativos on-chain, o equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão.

As stablecoins buscam manter valor equivalente ao de moedas tradicionais, como o dólar e o real. Por meio da blockchain, pessoas e empresas podem fazer operações financeiras internacionais em tempo real, com potencial de reduzir tempo e custos. Delaney também afirma que esses ativos serão necessários para operações internacionais realizadas por agentes de inteligência artificial.

O executivo considera que os juros brasileiros tornam o real mais competitivo no exterior e cita a atuação favorável do regulador ao mercado de criptoativos. Para ele, essa vantagem para o mercado internacional contrasta com o efeito dos juros elevados sobre o mercado doméstico.

No Brasil, as stablecoins também ganharam espaço após a alteração do Imposto sobre as Operações Financeiras. Com a alíquota unificada em 3,5% para a maioria das operações de câmbio, as criptomoedas passaram a ser usadas por brasileiros em transações internacionais.

Em julho, as negociações de stablecoins ligadas ao dólar chegaram a R$ 27 bilhões, conforme dados da plataforma Biscoint. Esse foi o maior volume da série histórica da empresa, iniciada em 2024, e superou o negociado em ações de Petrobras e Vale.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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