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Juros altos reforçam diversificação entre renda fixa, ações e exterior

Especialistas recomendam combinar diferentes prazos, proteção contra a inflação e investimentos internacionais diante dos juros elevados.

Juros altos reforçam diversificação entre renda fixa, ações e exterior

O Federal Reserve elevou os juros básicos dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, enquanto a Selic está em 13,75%. O cenário mantém a renda fixa de curto prazo atrativa no Brasil, mas especialistas defendem uma carteira distribuída entre diferentes vencimentos, moedas e classes de ativos.

Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, afirma que o investidor não deve depender de uma única economia, moeda ou classe de ativos. Na parcela aplicada no Brasil, Antônio Sanches, analista de alocação da Rico, recomenda maior peso para investimentos pós-fixados e sugere manter 70% do patrimônio nessa modalidade, por apresentar menor volatilidade.

A reserva com liquidez, porém, não elimina a necessidade de diversificação internacional, segundo Matheus Spiess, estrategista da Empiricus. Para proteger o poder de compra, os especialistas também citam títulos Tesouro IPCA+, que combinam correção pela inflação e uma taxa fixa.

Prazos e risco dos títulos

Prefixados e títulos IPCA+ de prazos intermediários ou longos podem fazer parte da carteira, desde que o investidor aceite a marcação a mercado. Gabriel Urian, da Cultura Capital, recomenda cautela com vencimentos longos, que são mais sensíveis às mudanças nos juros e às expectativas sobre a situação fiscal.

Esses papéis podem se valorizar caso um ajuste fiscal reduza a percepção de risco e os juros exigidos pelo mercado. Porém, o resgate antes do vencimento pode gerar perdas. Os títulos IPCA+ protegem contra a inflação, enquanto os prefixados permitem conhecer a rentabilidade nominal contratada, mas ambos oscilam antes do prazo final.

Bolsa e investimentos no exterior

Na Bolsa brasileira, empresas cíclicas domésticas podem se beneficiar de um cenário de ajuste fiscal e queda dos juros, embora isso possa ser acompanhado por uma retração inicial da economia. Sanches também cita a Petrobras e as expectativas sobre os lucros da companhia.

A recomendação da Rico é manter 85% da carteira no Brasil e 15% em investimentos internacionais. Dentro da parcela internacional, a indicação é de 45% em renda variável e 55% em renda fixa. De forma geral, os especialistas defendem manter de 15% a 30% do patrimônio dolarizado, com 60% em renda fixa americana e 40% em renda variável. Para perfis mais arrojados, essa proporção pode ser invertida.

Os Treasuries são citados como referência de segurança e liquidez na renda fixa internacional. O ouro também aparece como proteção, mas com participação limitada a 2,5% do total por causa da volatilidade. Para quem investe nos Estados Unidos, empresas gigantes de tecnologia seguem entre os ativos mencionados pelos especialistas, enquanto tecnologia também é apontada como possibilidade de ganhos na Ásia.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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