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Economia

Eleição, juros e crédito movimentam o mercado financeiro na semana

A proximidade das eleições de 2026 dividiu espaço com juros, ações, fundos imobiliários, criptomoedas e riscos no crédito.

Eleição, juros e crédito movimentam o mercado financeiro na semana

A proximidade do primeiro turno das eleições de 2026 aumentou a atenção dos investidores ao chamado trade eleitoral, mas não foi o único fator a influenciar o mercado financeiro na semana. Fluxo estrangeiro, fundamentos das empresas negociadas em Bolsa e trajetória dos juros também permaneceram no centro das análises.

Mônica Araújo, economista-chefe da InvestSmart XP, afirmou que mudanças na percepção sobre uma possível alternância de governo podem levar investidores a rever posições e provocar volatilidade. Nesse cenário, Banco do Brasil (BBAS3) e Petrobras (PETR3; PETR4) aparecem entre as ações mais associadas à disputa eleitoral, por sua possível reação a alterações na percepção sobre governança, juros e atuação do Estado.

Banco do Brasil, Magazine Luiza (MGLU3), Yduqs (YDUQ3) e CSN (CSNA3) registraram altas no período, favorecidas pela retomada do fluxo estrangeiro, pela expectativa de queda da Selic e pela melhora na percepção de risco. As ações, porém, seguem sujeitas à volatilidade porque parte da valorização recente está baseada em expectativas.

Juros, fundos e investimentos

O Brasil caminha para uma trajetória de queda dos juros, enquanto as principais economias desenvolvidas passam por uma reprecificação para taxas mais altas. Se a Selic continuar recuando e os juros norte-americanos permanecerem elevados, o país pode perder parte do prêmio que atrai capital estrangeiro, aumentando a pressão sobre o real.

Os fundos imobiliários são negociados, em média, com desconto de 16% em relação ao valor patrimonial. A diferença pode abrir espaço para valorização caso os juros futuros recuem, mas a recuperação depende de uma melhora macroeconômica. Com a Selic em 13,75% e a renda fixa oferecendo retornos elevados, os FIIs precisam compensar riscos de volatilidade, liquidez e crédito.

Os fundos de tijolo estão entre os mais descontados. Já nos FIIs de papel, a análise deve considerar a qualidade dos créditos e a capacidade de pagamento dos devedores, porque juros altos elevam a remuneração e também o risco de inadimplência.

O interesse estrangeiro pelo Brasil cresceu, mas as posições ainda são majoritariamente neutras. Ágora Investimentos e Bradesco BBI apontam como obstáculos a falta de clareza sobre a desaceleração da economia e o ritmo de queda da Selic. BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3) estão entre os papéis mais acompanhados em um cenário de juros menores.

Impostos, criptomoedas e crédito

O novo Imposto sobre a Renda da Pessoa Física Mínimo começa a afetar contribuintes de alta renda na declaração de 2027, referente aos rendimentos de 2026. A cobrança alcança rendimentos anuais acima de R$ 600 mil e pode chegar a 10% para quem recebe R$ 1,2 milhão ou mais por ano. Empresários e profissionais que concentram renda em dividendos estão entre os mais expostos, mas a composição da carteira, as fontes de renda e o momento de resgate das aplicações também podem influenciar o imposto devido.

O Brasil liderou a adoção global de criptomoedas, conforme relatório da Chainalysis. Entre julho de 2025 e junho de 2026, foram movimentados US$ 252,5 bilhões. O país superou Estados Unidos e Nigéria e ficou entre os quatro primeiros nos critérios avaliados. A economia das stablecoins cresceu 495% no Brasil, em meio à maior presença de corretoras nacionais e ao avanço da regulação.

No mercado de crédito, as recuperações judicial e extrajudicial de Casas Bahia (BHIA3) e Braskem (BRKM5) voltaram a pressionar os títulos, mas gestores e agências de risco não identificam sinais de crise generalizada. CSN, Viveo (VVEO3), Oncoclínicas (ONCO3) e Hapvida (HAPV3) permanecem entre os nomes em alerta. Juros altos agravam a situação financeira, mas não explicam sozinhos os problemas de crédito.

A indústria de fundos também perdeu patrimônio. Entre 1.075 gestoras acompanhadas pela Anbima, 90 perderam ao menos metade dos recursos sob gestão em cinco anos. Verde, Truxt e Adam Capital estão entre as casas citadas. A migração para renda fixa, crédito privado e produtos mais baratos favorece uma concentração maior do mercado.

O Banco Genial entrou no radar da Operação Crédito Oculto após Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-sócio e ex-diretor, ser investigado por suposta lavagem de dinheiro. O banco informou que ele deixou a instituição em maio, abriu uma apuração interna e colaborou com as autoridades. Até o momento, não há indicação de envolvimento de recursos de clientes nem de risco de liquidez ou solvência do Genial.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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