A Amil encerrou as conversas com fundos interessados em comprar a empresa, informou o Conselho de Administração em comunicado enviado aos funcionários nesta quinta-feira (10). O documento afirma que não haverá mudança societária e que a companhia continua aberta a propostas de investimentos minoritários.
A negociação envolvia Bain Capital e Advent, que ofereciam aproximadamente R$ 17 bilhões por 100% da operadora. O empresário José Seripieri Júnior, que vinha defendendo a permanência no controle, desistiu do processo de venda, conforme pessoas a par do assunto.
As tratativas duravam pelo menos seis meses. A intenção inicial de Seripieri Júnior era vender aproximadamente 30% da Amil, mantendo o modelo adotado desde a compra da empresa da UnitedHealth Group. Bain Capital e Advent, porém, queriam assumir o controle e indicar Irlau Machado para comandar a operadora.
Os fundos também planejavam aplicar na Amil um formato semelhante ao usado na NotreDame Intermédica, depois incorporada à Hapvida. A estratégia previa ainda uma possível listagem da companhia na B3.
Situação da empresa
A Amil foi comprada por Seripieri Júnior no final de 2023 por R$ 2 bilhões. A operação também envolvia R$ 9 bilhões em contingências, levando o mercado a estimar o negócio em R$ 11 bilhões.
A empresa informou aos funcionários que, em pouco mais de dois anos, passou de uma situação crítica para resultados financeiros que atraíram grandes investidores. Dados mais recentes apontam que a operadora tem mais de 3,5 milhões de segurados e ocupa a posição de terceira maior do país, com faturamento aproximado de R$ 30 bilhões por ano.
“Continuamos abertos a propostas futuras de investimentos minoritários”, diz o comunicado assinado pelo Conselho de Administração. A mensagem acrescenta que eventuais propostas deverão preservar os princípios e valores da companhia.



