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Economia

Aluguel de imóvel rende menos que títulos públicos em simulação

Comparação considera apartamento de R$ 822 mil em São Paulo e investimentos no Tesouro Direto mantidos até o vencimento.

Aluguel de imóvel rende menos que títulos públicos em simulação

Comprar um apartamento para alugar pode gerar retorno inferior ao de títulos públicos em um cenário de juros altos. Uma simulação da EQI Investimentos comparou a aquisição à vista de um imóvel em São Paulo com três papéis do Tesouro Direto.

O imóvel considerado tem 65 metros quadrados e dois dormitórios. Pelo preço médio de R$ 12.143 por metro quadrado em São Paulo, o apartamento custaria cerca de R$ 790 mil. Com ITBI, escritura e registro, o desembolso total chegaria a aproximadamente R$ 822 mil.

O aluguel médio estimado seria de R$ 4.260 por mês, reajustado anualmente pela inflação. Esse valor corresponde a um rendimento bruto de 0,54% ao mês. Para chegar ao retorno líquido, a simulação descontou taxa de administração de 8%, o primeiro aluguel de cada novo contrato, períodos de desocupação, condomínio, IPTU, manutenção e Imposto de Renda.

Retorno do imóvel e dos títulos

A análise considerou um mês sem inquilino a cada dois anos. Durante esses períodos, o proprietário arcaria com R$ 780 mensais de condomínio e R$ 150 de IPTU. A manutenção foi calculada em 0,5% do valor do imóvel por ano, ou R$ 3.950. Também foi aplicada a alíquota de 27,5% do carnê-leão.

No cenário-base, a renda líquida do aluguel seria de cerca de R$ 26,9 mil no primeiro ano, equivalente a 3,3% ao ano. Considerando a valorização do apartamento e a venda ao final de seis anos, o retorno médio anual subiria para 5,1%. Nos cenários pessimista e otimista, a rentabilidade ficaria entre 3% e 6% ao ano.

Na mesma comparação, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2032 teria retorno de 12,3% ao ano, equivalente a um ganho real de 8% acima da inflação. O título atrelado ao IPCA, com vencimento no mesmo ano, renderia 10,3% ao ano, ou 6% acima da inflação. O Tesouro Selic teria retorno de 12% ao ano e ganho real de 7,7%.

Carol Borges, head de research da EQI e responsável pelo levantamento, afirmou que a diferença a favor dos títulos ficaria entre 5 e 9 pontos percentuais ao ano, conforme o cenário e o investimento analisado. Mesmo com valorização do imóvel de 10% ao ano, o retorno total estimado seria de cerca de 10,4% ao ano, abaixo do Prefixado e da Selic e próximo do IPCA+.

Efeito dos juros e do perfil do imóvel

A simulação manteve a Selic em 13,75% ao ano durante seis anos. O Banco Central iniciou o ciclo de cortes em março deste ano e reduziu a taxa para 13,75% na reunião de setembro. As projeções citadas indicam que a taxa pode terminar 2026 em 13,50% ao ano e 2027 em 12%.

Com juros menores, o Tesouro Selic tende a render menos do que no cálculo, enquanto o imóvel pode ganhar atratividade relativa. Já o IPCA+ e o Prefixado permitem manter a taxa contratada para quem ficar com o investimento até o vencimento. A venda antecipada desses títulos ocorre pelo preço de mercado e pode gerar ganho ou perda em relação à taxa contratada.

O resultado do imóvel também varia conforme localização, tamanho, forma de pagamento e tributação. Unidades menores, como studios, podem ter rendimento bruto maior, mas também mais rotatividade de inquilinos e valorização diferente. A simulação não incluiu perdas com inadimplência, ações de cobrança, reformas de maior porte nem o tempo gasto pelo proprietário na administração.

Para Borges, a rentabilidade não deve ser o único critério. A decisão depende dos objetivos, do prazo, da necessidade de liquidez e do perfil de cada investidor.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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