As aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares somaram R$ 142,4 bilhões no fim de junho de 2026. Em um cenário de taxas de juros elevadas, esses recursos contribuíram para o resultado das empresas, informou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
No segundo trimestre, o resultado financeiro do setor chegou a R$ 7,5 bilhões, o maior da série histórica em valores nominais. De acordo com a ANS, as aplicações continuam sendo uma fonte relevante de receita adicional para as operadoras.
Desempenho no semestre
Apesar da contribuição das aplicações, o lucro líquido de todo o setor foi de R$ 12,1 bilhões entre janeiro e junho de 2026. O valor ficou abaixo dos R$ 12,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. As receitas totais alcançaram R$ 206,3 bilhões, e o lucro representou aproximadamente 5,8% desse montante.
As informações foram compiladas pela ANS a partir dos dados enviados pelas operadoras reguladas. Ao todo, 596 entidades, equivalentes a 76,2% do total, terminaram o primeiro semestre com resultado líquido positivo. A proporção foi a mesma registrada no período correspondente de 2025.
As operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, responderam por R$ 10,9 bilhões do lucro líquido semestral. O resultado operacional agregado desse grupo foi positivo em R$ 5,6 bilhões.
Sinistralidade e operadoras odontológicas
A sinistralidade das operadoras médico-hospitalares ficou em 81,9% no primeiro semestre de 2026, alta de 0,8 ponto porcentual em comparação com o mesmo período de 2025. O indicador mostra que aproximadamente 81,9% das receitas de mensalidades foram direcionadas a despesas assistenciais.
A ANS informou que o índice foi influenciado por fatores atípicos, entre eles o reconhecimento de provisão técnica voluntária por uma das maiores operadoras e o aporte de recursos pelo mantenedor de uma autogestão. Mesmo com a alta, o percentual foi o segundo menor registrado desde 2020.
No segmento das operadoras exclusivamente odontológicas, houve forte variação no patrimônio líquido e nos resultados devido a uma reorganização societária envolvendo empresas de um grande grupo econômico do setor.



