A arrecadação do governo federal alcançou R$ 235,566 bilhões em agosto, alta real de 8,25% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado, informado pela Receita Federal nesta terça-feira (22), é o maior da série histórica para meses de agosto, iniciada em 1995.
As receitas administradas diretamente pela Receita somaram R$ 227,865 bilhões, com crescimento real de 8,24% ante agosto de 2025. Já os valores administrados por outros órgãos públicos chegaram a R$ 7,701 bilhões, avanço real de 8,75%.
Efeito do petróleo
A Receita informou que o resultado foi beneficiado por um ganho não recorrente de R$ 1,944 bilhão em imposto de exportação de petróleo. A cobrança foi criada temporariamente pelo governo para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio. Sem esse valor, a alta real das receitas administradas pelo fisco teria sido de 7,31%.
A exploração de petróleo e gás natural gerou R$ 14,429 bilhões em tributos administrados pela Receita, contra R$ 871 milhões em agosto de 2025. O órgão explicou que a variação expressiva também foi influenciada por uma mudança na classificação tributária de empresas.
Outros setores com aumento foram o comércio atacadista, com 11,9%; as atividades auxiliares do setor financeiro, com 29,9%; e a fabricação de produtos do fumo, com 112,7%.
A arrecadação de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido cresceu 13,1%. As receitas previdenciárias avançaram 4,3%, enquanto o Imposto de Importação aumentou 22,7%. O Imposto de Renda sobre rendimentos de capital teve alta de 23,3%, associada a rendimentos de títulos de renda fixa e à tributação de dividendos criada neste ano.
De janeiro a agosto, a arrecadação somou R$ 2,112 trilhões, alta real de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025. Esse foi o maior valor da série histórica para períodos equivalentes. A Receita relacionou o desempenho ao comportamento de indicadores econômicos, aos resultados das empresas e ao aumento da massa salarial no país.



