A Petrobras identificou um novo intervalo portador de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá, e classificou o resultado como uma nova descoberta no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. O poço está em águas ultraprofundas, a 2.886 metros de lâmina d’água.
A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a Margem Equatorial terá papel relevante na estratégia de exploração diante do futuro declínio da produção no pré-sal. “A descoberta de hoje dá mais um horizonte produtor em Morpho”, disse. Ela também negou que o anúncio tenha sido antecipado por causa da eleição de domingo.
A descoberta ocorreu após a continuidade da perfuração, iniciada depois de um anúncio feito em agosto. De acordo com fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o objetivo era avaliar intervalos exploratórios mais profundos. A nova ocorrência foi identificada por perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos coletadas durante as operações.
Avaliações ainda estão em andamento
A Petrobras informou que o resultado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área. Os dados coletados ainda serão caracterizados em laboratório e integrados às demais informações obtidas durante a perfuração. A empresa também disse que vai concluir as atividades no poço e avaliar as formações encontradas.
No caso da descoberta divulgada em agosto, a companhia afirmou que as análises realizadas confirmaram a boa qualidade do petróleo encontrado. A atuação no bloco, segundo a estatal, faz parte da estratégia de longo prazo para recompor reservas com a exploração de novas fronteiras.
As ações da Petrobras operavam em alta após uma abertura negativa. Às 15h57 (de Brasília), os papéis ordinários subiam 2,59%, enquanto os preferenciais avançavam 2,61%. Nesse patamar, o valor de mercado da empresa era de R$ 699,8 bilhões, próximo de um possível novo recorde histórico caso a sessão terminasse nesse nível.
A Ativa Investimentos avaliou que a descoberta reforça a tese de uma nova fronteira exploratória, mas ponderou que a comercialidade ainda está distante e não altera as estimativas de curto prazo.



