O BB Investimentos manteve recomendação neutra para as ações da Hapvida (HAPV3), mesmo com um preço-alvo de R$ 12,00 para dezembro de 2027. O valor indica potencial de valorização de 70,30% em relação ao fechamento desta sexta-feira (11).
Em relatório assinado pelo analista William Bertan, o banco afirmou que a recuperação da confiança dos investidores dependerá da capacidade de execução do plano de retomada da companhia.
A Hapvida encerrou junho com 8,7 milhões de beneficiários, uma redução líquida de cerca de 61 mil vidas em comparação com dezembro de 2025. Durante o primeiro semestre, a empresa reorganizou sua estrutura executiva e adotou medidas para recuperar a rentabilidade, gerar caixa e reduzir a alavancagem.
A estratégia passou a dar prioridade à rentabilidade, e não ao crescimento da carteira. Entre as ações previstas estão revisões de produtos, preços e canais de distribuição.
Resultados e endividamento
Mesmo com as medidas, a receita líquida avançou 4,6%, para R$ 15,9 bilhões. A sinistralidade caixa subiu para 73,7%, alta de 0,8 ponto porcentual em um ano. O indicador relaciona os gastos com atendimentos aos clientes ao valor arrecadado com mensalidades.
O Ebitda ajustado recuou 31,5%, para R$ 1,3 bilhão. Já o lucro líquido ajustado caiu 64,2%, para R$ 257 milhões. A dívida líquida, que era de R$ 5,2 bilhões no fim de 2025, alcançou R$ 5,4 bilhões em junho. No mesmo período, a alavancagem aumentou de 1,32 vez para 1,61 vez.
Para William Bertan, o plano precisará resultar em melhora consistente das margens, geração de caixa e redução do endividamento para que a recuperação da Hapvida avance.
O desempenho dos papéis também pesou na avaliação. As ações acumulavam queda de 52,2% em 2026 até ontem (10), enquanto o Ibovespa subia 16,3%. No período de 12 meses, os papéis recuavam 82,3%.



