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Economia

BofA recomenda compra de BradSaúde e fixa preço-alvo de R$ 19

Banco vê potencial de valorização de 26,5% e destaca expansão regional, rede hospitalar e política conservadora de reservas.

BofA recomenda compra de BradSaúde e fixa preço-alvo de R$ 19
Foto: Adobe Stock

O Bank of America iniciou a cobertura da BradSaúde (SAUD3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19. O valor representa potencial de valorização de 26,5% em relação ao fechamento do papel no pregão de ontem.

A avaliação positiva considera a escala e a resiliência do negócio de seguros de saúde da companhia. O banco relaciona esse desempenho à distribuição apoiada pelo Bradesco, à política conservadora de provisões e à solidez do balanço patrimonial.

Os analistas Flávio Yoshida, Mirela Oliveira e Eyzo Kuroki identificam espaço para criação de valor a partir da maior presença de fatores moderadores, do avanço da participação em regiões estratégicas e da expansão da estrutura hospitalar por meio da Atlantica.

Expansão e controle de custos

Segundo o Bank of America, a BradSaúde vem ampliando sua participação em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. O banco também avalia que a companhia pode crescer em áreas nas quais a Unimed tem maior força.

Entre os vetores apontados está o segmento de pequenas e médias empresas (SME), no qual a escala e a atuação do Bradesco podem favorecer a originação de clientes. O banco também cita o pipeline de leitos hospitalares da Atlantica, que amplia o alcance do seguro em regiões menos atendidas.

O Medical Loss Ratio (MLR), indicador que compara as despesas assistenciais com a arrecadação de prêmios, está abaixo dos níveis pré-pandemia, conforme a análise. Cerca de 67% da base da BradSaúde tem coparticipação, ante 54% em 2021. Para o BofA, esse nível está entre os mais altos do setor e contribui para um MLR estruturalmente menor e menos sujeito a oscilações.

A política de reservas também é apontada como diferencial. O relatório informa que o IBNR, provisão contábil para sinistros ocorridos mas não avisados, chegou a cerca de 48% dos sinistros pagos em caixa em 2025, o maior patamar do setor. A postura conservadora nesse item foi adotada em 2020.

Na avaliação do banco, essa estratégia reduz a volatilidade do MLR e adia a pressão sobre as margens em relação aos concorrentes. O BofA calcula que a ação é negociada a 8,3 vezes o Preço/Lucro projetado para 2027. As estimativas também apontam crescimento de lucros de 15% e rendimento médio de 6%.

Para o Bank of America, o valor atual do papel ainda não incorpora totalmente o potencial de ganho de participação, a evolução do MLR e a possibilidade de distribuições maiores aos acionistas ao longo do tempo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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