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Economia

B3 prepara contratos de previsão e discute limites para o investidor de varejo

Produtos ligados a juros, inflação e PIB ainda são restritos a investidores institucionais e profissionais, segundo a B3.

B3 prepara contratos de previsão e discute limites para o investidor de varejo
Foto: Adobe Stock

A B3 desenvolve contratos que transformam expectativas sobre acontecimentos futuros em preços negociáveis. A Bolsa avalia que os chamados mercados de previsão podem crescer no Brasil, mas ainda discute como oferecer esse tipo de produto ao pequeno investidor sem reproduzir a dinâmica das apostas online.

A B3 já tem contratos relacionados a decisões de juros e lançou produtos vinculados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ao Produto Interno Bruto (PIB). A distribuição, porém, é limitada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e as negociações estão disponíveis apenas para investidores institucionais e profissionais, de acordo com Luiz Masagão, diretor da B3.

Como funcionam os contratos

Cada contrato pode representar a chance de um evento ocorrer. A negociação entre compradores e vendedores transforma as diferentes expectativas em um preço. Dessa forma, uma probabilidade que normalmente aparece em relatórios ou pesquisas passa a ser acompanhada pelo mercado em tempo real.

Para Masagão, o modelo está entre as inovações mais importantes das últimas décadas no mercado financeiro. A proposta permite transformar acontecimentos variados em ativos negociáveis e apresentar uma experiência mais simples do que a de produtos financeiros tradicionais.

Essa simplicidade também desperta o interesse do varejo. Thiago Godoy, fundador do projeto de educação financeira Papai Financeiro, disse receber dúvidas de seguidores sobre o funcionamento desses mercados e sobre a diferença entre negociar uma previsão e fazer uma aposta esportiva.

Godoy apontou três fatores para a atração pelo produto: a compreensão mais fácil em comparação com derivativos tradicionais, a possibilidade de investir em uma opinião sobre determinado acontecimento e a chance de obter retorno financeiro. Para ele, a expansão precisa ser acompanhada de educação financeira. Ao lembrar a atuação de influenciadores ligados às bets, afirmou: “A maneira de ganhar esse jogo no Brasil, acima até da regulação, é colocar o usuário em um caminho muito bom de compreensão das diferenças, das oportunidades e dos riscos”.

Jerson Zanlorenzi, sócio e responsável pela mesa de ações e derivativos do BTG Pactual, destacou que os contratos de evento têm resultados possíveis e perdas conhecidos previamente. Em operações com futuros, mecanismos como margem e ajuste de posições tornam a negociação mais complexa. A expectativa do mercado é que, com orientação adequada, esses produtos aproximem novos investidores de outras alternativas financeiras.

Os mercados de previsão podem abranger eleições, indicadores econômicos, clima e outros acontecimentos. A variedade também aumenta o risco de tentativas de manipulação. Masagão defende que os contratos permaneçam em uma infraestrutura regulada, com identificação dos participantes, acompanhamento de operações suspeitas e responsabilização de eventuais infratores.

A B3 Week 2026 ocorre entre 14 e 16 de setembro, em São Paulo. Em sua sétima edição, o evento reúne representantes do mercado de capitais brasileiro e de instituições internacionais para discutir economia, regulação, investimentos, dados e tecnologia.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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