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Economia

Cartas de Pokémon ganham espaço entre investimentos alternativos

Mercado reúne nostalgia, colecionismo e valores milionários, com cartas raras negociadas por até US$ 16,5 milhões.

Cartas de Pokémon ganham espaço entre investimentos alternativos
Foto: Shutterstock

Cartas de Pokémon deixaram de ser apenas itens de jogo e colecionismo e passaram a atrair investidores interessados em ativos alternativos. O mercado ganhou força com a nostalgia de adultos que tiveram contato com a franquia na infância e com a criação de plataformas de venda, classificação e leilão.

Coleção como investimento

Peter Levin, investidor de venture capital, coleciona cartas desde os quatro anos de idade. Aos 55 anos, ele reúne cerca de 500 mil cartas, entre Pokémon, cards de beisebol e basquete. Também mantém mais de 25 mil histórias em quadrinhos e uma coleção de bobbleheads do jogador Shohei Ohtani.

Levin é cofundador e diretor-gerente da Griffin Gaming Partners. Para ele, o interesse pelas cartas combina o prazer de colecionar com a possibilidade de valorização. “Eu coleciono praticamente a minha vida inteira”, disse.

Entre 2004 e 2025, as cartas de Pokémon tiveram retorno aproximado de 3.821%, enquanto o S&P 500 acumulou ganho de 483% no mesmo período. Levin, porém, afirma que não coleciona apenas com a intenção de vender. Ele diz apreciar a aparência, a qualidade do papel e o trabalho envolvido na criação de itens únicos.

O investidor também levou o hobby para a empresa. Na Griffin Gaming Partners, há um grupo que compete a cada duas semanas e encontros de Magic: The Gathering.

Mercado global

As cartas de Pokémon existem desde 1996, ano em que os jogos originais da franquia estrearam no Japão. Com o tempo, exemplares raros passaram a ser avaliados por empresas especializadas, que analisam o estado de conservação. Marketplaces online e casas de leilão ajudaram a formar um mercado internacional.

A procura aumentou durante a pandemia de covid-19. Em 2020, as vendas domésticas de cartas colecionáveis no eBay cresceram 142%, enquanto as vendas de cartas de Pokémon avançaram mais de 574%.

Uma carta Charizard de primeira edição foi vendida por US$ 369 mil em 2020. Em 2021, Logan Paul comprou uma carta Pikachu Illustrator por US$ 5,2 milhões e, em fevereiro, vendeu o item por aproximadamente US$ 16,5 milhões, estabelecendo um novo recorde.

Levin chegou a dizer que as cartas poderiam funcionar como uma moeda global após um apocalipse, por causa do reconhecimento mundial da franquia e do mercado secundário. Depois, afirmou que fazia uma brincadeira sobre o cenário pós-apocalíptico, mas manteve a avaliação de que Pokémon conecta pessoas de diferentes culturas e gerações.

O mercado de cartas colecionáveis é estimado em até US$ 50 bilhões por ano. A Disney fechou uma parceria com a Topps para produzir cards relacionados às suas propriedades, enquanto Hasbro e Ravensburger também ampliaram a atuação nesse segmento.

Na Rua da Glória, número 117, a loja Epic Game reúne cerca de 50 mil exemplares diferentes de Pokémon, Magic: The Gathering e Yu-Gi-Oh.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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