SÃO PAULO — O Núcleo de Educação Infantil Vivência e Convivência, na Penha, Zona Leste de São Paulo, foi totalmente interditado na quarta-feira (16) por causa do risco associado a uma obra vizinha. A unidade fica no nº 475, enquanto o imóvel em obras está localizado na Rua Padre Olivetanos, nº 455.
A Subprefeitura da Penha informou que uma equipe de fiscalização esteve no endereço e interditou a construção, que estava abandonada. A obra é de responsabilidade da New Home. A medida foi adotada em cumprimento às determinações da Controladora Geral do Município.
A Prefeitura de São Paulo informou que a desinterdição da escola só poderá ocorrer após solicitação formal do interessado, acompanhada de laudo técnico e dos demais documentos exigidos para comprovar as condições de segurança do local.
A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento informou que os pedidos de Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova para o endereço foram indeferidos em 16 de maio de 2025 e em 8 de julho de 2026.
Histórico de problemas
Segundo a direção da escola, problemas relacionados à obra vizinha são registrados desde 2023. Uma perícia judicial identificou vícios estruturais e construtivos na construção. A unidade afirmou que o laudo não apontou risco de colapso iminente do prédio escolar por causa das fissuras e infiltrações.
Depois do desabamento de um prédio em construção, a Justiça determinou uma nova vistoria técnica no imóvel vizinho. O trabalho deverá ser feito pela Prefeitura, por meio da Subprefeitura da Penha e da Defesa Civil.
A escola realizou uma reunião extraordinária com as famílias na quarta-feira (16), antes de se manifestar publicamente. A direção disse que acompanha a situação desde 2023 e vem adotando medidas técnicas, administrativas e judiciais. Também afirmou que a prioridade é a segurança das crianças, das famílias e da equipe.
O desabamento deixou seis vítimas. Shaira, de 7 anos, será velada a partir das 11h e sepultada às 13h de domingo (20), no Cemitério da Vila Formosa. Uma vítima já foi enterrada, e outras quatro devem ser levadas para a Bolívia.


