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Economia

Varejo em shoppings da capital mineira recua no mês de agosto

Levantamento da Aloshopping-MG aponta queda real de 4,68% nas vendas e retração de 5,61% no fluxo de clientes.

Varejo em shoppings da capital mineira recua no mês de agosto

As vendas e o movimento de clientes nos shopping centers da capital mineira recuaram em agosto, conforme levantamento da Associação dos Lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (Aloshopping-MG). As vendas reais, corrigidas pelo IPCA acumulado em 12 meses, diminuíram 4,68% na comparação com agosto do ano passado.

A pesquisa mostra que 56% dos lojistas tiveram queda nas vendas, enquanto 44% registraram alta. O tíquete médio ficou estável para 45% dos entrevistados; 30% relataram redução e 25% conseguiram aumentar o valor médio das compras.

O fluxo de clientes caiu 5,61% no mês. A redução foi registrada por 73,68% dos lojistas, percentual superior ao dos comerciantes que apontaram queda nas vendas. Para a entidade, isso indica que parte das lojas que venderam mais conseguiu o resultado com menos visitantes, por meio de uma taxa de conversão maior ou de tíquetes médios mais altos.

Fatores apontados pela associação

A Aloshopping-MG relaciona o desempenho a fatores econômicos, comportamentais e sazonais. Entre eles estão a taxa Selic de 14% ao ano, juro real de 9,78% e o IPCA acumulado de 4,22% nos últimos 12 meses. Esses elementos encarecem o crédito para consumidores e o capital de giro dos lojistas, segundo a associação.

A entidade também cita o fim da taxa sobre importações de até US$ 50 e o crescimento superior a 85% do comércio transfronteiriço. Na avaliação apresentada no estudo, as plataformas asiáticas operam com custos menores por não terem despesas como aluguel em shoppings e encargos trabalhistas brasileiros, além de contarem com subsídios logísticos de Estado.

Outro ponto é a mudança no comportamento dos consumidores, descritos como mais endividados e seletivos. A associação afirma que o consumo não desapareceu, mas migrou para produtos essenciais e canais digitais. O crédito do cartão rotativo acima de 346% ao ano também foi mencionado.

Entre os demais fatores estão o tarifaço dos Estados Unidos, a guerra no Oriente Médio, as incertezas sobre a Reforma Tributária e a sazonalidade de agosto, considerado um mês mais fraco. A Aloshopping-MG ainda aponta o avanço do e-commerce e do social commerce como parte da mudança estrutural nos canais de compra.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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