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Economia

Times diversos ampliam soluções e inovação, afirma Adrielly Honório

Especialista diz que empresas devem incorporar a diversidade à cultura e à estratégia, e não tratá-la como ação isolada.

Times formados por pessoas diferentes têm potencial criativo maior e podem resolver problemas com mais rapidez do que grupos homogêneos, afirmou Adrielly Honório, especialista em diversidade e inclusão, consultora e palestrante. Para ela, esse é um argumento estratégico para que as empresas incorporem o tema ao negócio, além da dimensão social.

A declaração foi feita durante uma conversa no HackTown 2026, realizado de 3 a 7 de setembro, em Santa Rita do Sapucaí. Entrevistada por Sílvia Castro para o podcast Na Boa, Adrielly também relacionou diversidade, inovação e futuro do trabalho.

Pessoas além do cargo

Adrielly disse que seu trabalho busca impactar pessoas e futuros dentro das organizações. Ela questiona o uso da expressão recursos humanos porque, em sua avaliação, pessoas não devem ser tratadas simplesmente como recursos.

A especialista também afirmou que todas as pessoas carregam algum grau de preconceito, por terem crescido em uma sociedade marcada por preconceitos em diferentes níveis. O ponto central, segundo ela, é reconhecer essa condição e evitar que ela conduza pensamentos e atitudes no cotidiano.

Inovação com olhar local

Para Adrielly, inovação depende da construção coletiva. Uma tecnologia ou solução desenvolvida sem diversidade pode deixar de considerar as características do território onde será aplicada. Ela citou como exemplo a combinação de pessoas de São Paulo, do Acre, de Goiás e de Santa Rita do Sapucaí. A reunião desses diferentes pontos de vista, disse, pode produzir resultados que não seriam imaginados por um grupo isolado.

A especialista afirmou ainda que o mercado está mais aberto à diversidade do que já esteve, embora tenha percebido uma redução das iniciativas em relação a dois anos atrás. Ela associou essa mudança ao cenário político de ano eleitoral. Mesmo assim, disse que o tema continua relevante e não é apenas um modismo, embora algumas empresas tenham aderido por “efeito manada”.

Mudança dentro das empresas

Na avaliação de Adrielly, a diversidade pode influenciar a marca, o alcance e o engajamento das equipes, mesmo quando a motivação inicial da empresa não é humanitária. Por isso, o assunto deve fazer parte da cultura, do negócio e da estratégia.

Ela também defendeu que a discussão precisa provocar uma análise dos ambientes frequentados pelas pessoas, como equipes, bairros e escolas. A pergunta, segundo Adrielly, é se esses espaços têm diversidade ou permanecem em uma bolha limitada.

Ao falar sobre o conceito de “bem viver”, associado a povos originários latino-americanos, a especialista destacou a relação entre o indivíduo, as pessoas ao redor e o território, incluindo a natureza e a vizinhança. Como exemplo, contou que mora em um prédio com 300 apartamentos e conhece apenas dois vizinhos. Para ela, transformação, cura e crescimento dependem da coletividade, e não apenas de ações individuais.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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