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Dólar pode cair a R$ 4,50 ou subir a R$ 5,80 após eleição, diz estrategista

Teresa Alves, do Goldman Sachs, avalia que mudanças na política fiscal depois da eleição serão decisivas para o câmbio.

Dólar pode cair a R$ 4,50 ou subir a R$ 5,80 após eleição, diz estrategista
Foto: Adobe Stock

A estrategista sênior de moedas do Goldman Sachs, Teresa Alves, avalia que o dólar pode recuar para uma faixa entre R$ 4,50 e R$ 4,80 caso o cenário eleitoral no Brasil seja favorável ao mercado e indique uma política fiscal mais rígida. Se as condições atuais forem mantidas, a moeda americana pode chegar a R$ 5,80.

A análise foi apresentada em relatório enviado nesta quarta-feira (23) a clientes. Alves considera plausível a valorização do real no primeiro cenário, mas classifica essa possibilidade como otimista.

Comparação com a Colômbia

A estrategista usa o comportamento recente do peso colombiano como referência, já que as duas moedas tendem a apresentar movimentos semelhantes. Durante o ciclo eleitoral da Colômbia, o peso caiu 15%.

Alves ressalta, porém, que os riscos fiscais e de inflação e as dúvidas sobre a credibilidade da política monetária eram mais fortes no país vizinho do que são hoje no Brasil antes da eleição. Segundo ela, a troca de governo na Colômbia provocou uma redução maior no prêmio de risco específico do país.

No caso brasileiro, a perspectiva de uma política fiscal mais rígida poderia abrir espaço para novos cortes de juros. Isso reduziria a atratividade do chamado carry, retorno obtido pela manutenção de um ativo financeiro ao longo do tempo, depois da eleição.

Reação do câmbio

Nas últimas eleições presidenciais brasileiras, o câmbio registrou oscilações importantes na semana anterior ao primeiro turno. Em 2014 e 2022, parte desse movimento foi revertida antes do segundo turno. Em 2018, o real atingiu seu nível mais alto na sexta-feira anterior ao segundo turno.

Para Alves, o mercado pode direcionar rapidamente sua atenção aos efeitos práticos das políticas públicas após o primeiro turno, como ocorreu também em 2002. “As mudanças de diretrizes políticas no pós-eleição, e não o resultado em si”, são o fator que pode levar o real a níveis diferentes, afirmou a estrategista.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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