O dólar à vista fechou esta quarta-feira (16) em leve queda de 0,07%, cotado a R$ 5,1514. A moeda chegou a subir durante a tarde, acompanhando o fortalecimento do dólar no exterior após a decisão do Federal Reserve, mas perdeu força no fim dos negócios.
A máxima do dia foi de R$ 5,1664, enquanto a mínima, registrada pela manhã, ficou em R$ 5,1372. Nos três primeiros pregões da semana, o dólar acumula alta de 0,51% ante o real. Em setembro, porém, recua 0,55%, depois de avançar 2,16% no mês passado. No ano, a queda é de 6,15%.
Eleições e fluxo cambial
O real teve um dos melhores desempenhos entre as principais moedas negociadas, ao lado do peso chileno. Operadores associaram o resultado à perspectiva de aumento das chances de vitória de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, conforme indicam trackings eleitorais.
Para Reginald Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, as expectativas sobre a eleição presidencial têm influenciado mais o real do que o cenário externo. Ele afirmou que houve uma piora momentânea, mas que as pesquisas ainda apontam possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro.
A permanência do petróleo acima de US$ 100, apesar da queda superior a 3% nas cotações do dia, também ajudou a moeda brasileira, ao melhorar os termos de troca. Dados do Banco Central mostraram ainda melhora do fluxo cambial na segunda semana de setembro.
Juros nos Estados Unidos
O Federal Reserve elevou a taxa básica em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,75% e 4%. As projeções dos dirigentes indicam crescimento maior, desemprego menor e inflação acima da meta. Doze dirigentes estimam juros entre 4% e 4,25% no fim de 2026, o que sinaliza uma alta adicional de 0,25 ponto ainda em 2026.
O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse que, com o fortalecimento da economia e uma situação próxima do pleno emprego, o banco central pode se concentrar na meta de inflação.
O índice DXY, que mede o dólar contra seis moedas fortes, subia 0,65% perto do fim da tarde, a 100,265 pontos. A taxa da T-note de 2 anos alcançou 4,73%. No Brasil, a expectativa era de um corte de 0,25 ponto na Selic, para 13,75% ao ano.



