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Dólar sobe 1,27% e fecha a R$ 5,1689 após pesquisa eleitoral

Moeda americana avançou com a recuperação numérica de Lula em pesquisa e a força do dólar no exterior.

Dólar sobe 1,27% e fecha a R$ 5,1689 após pesquisa eleitoral

O dólar à vista fechou a quarta-feira (23) em alta de 1,27%, a R$ 5,1689, maior valor de encerramento desde 31 de agosto, quando terminou em R$ 5,1814. No ano, a moeda passou a acumular queda de 5,83%.

O movimento ocorreu após uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Lula apareceu com 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% de Flávio. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.

No levantamento anterior, Lula tinha 46,8% e Flávio, 47,2%. A mudança afetou as operações ligadas ao chamado trade eleitoral, que vinha associando o fortalecimento da candidatura de Flávio à alta do Ibovespa e à queda do dólar e das taxas dos DIs.

Marcos Bassani, sócio-fundador da Boa Brasil Capital, afirmou que a pesquisa fez o mercado exigir mais prêmio. Para ele, o principal fator em jogo é a trajetória da dívida, e não apenas o nome do vencedor da eleição. Bassani também disse que, sem um sinal claro de compromisso com as contas públicas, investidores devem continuar cobrando juros mais altos para financiar o país e buscando proteção no dólar.

Pressão externa

No exterior, a moeda americana avançou diante de quase todas as principais divisas. O movimento foi associado à expectativa de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo e aos efeitos inflacionários da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

A S&P Global informou que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) dos Estados Unidos subiu para 58,4 em setembro, ante 56,0 em agosto. O resultado foi o maior desde julho de 2021. Leituras acima de 50 indicam expansão do setor privado.

No mercado brasileiro, o dólar à vista atingiu a mínima intradia de R$ 5,1214, alta de 0,34%, às 10h30, e chegou à máxima de R$ 5,1769, avanço de 1,43%, às 14h40. Depois, permaneceu em níveis elevados até o encerramento.

Às 17h04, o dólar futuro para outubro subia 1,20% na B3, a R$ 5,1715. Às 17h05, o índice do dólar avançava 0,54%, a 101,090.

O Banco Central vendeu 30.000 contratos de swap cambial para 1º de outubro em uma operação de rolagem. O diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, afirmou que não esperava grandes solavancos no câmbio com as mudanças de juros no Brasil e nos Estados Unidos. O BC informou ainda que saíram do Brasil US$ 7,078 bilhões líquidos em setembro até o dia 18.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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