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Economia

Consumo de sorvete avança em Minas e empresas apostam em produtos menores

Pesquisa mostra aumento do consumo, busca por opções funcionais e expansão de pequenos negócios ligados ao setor em Minas Gerais.

Consumo de sorvete avança em Minas e empresas apostam em produtos menores

O mercado de sorvetes em Minas Gerais entra na temporada de calor com expectativa de crescimento nas vendas e mudanças no comportamento dos consumidores. Na Easyice, as vendas da categoria aumentaram em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, e a empresa projeta alta de 30% neste ano.

O diretor da Easyice, Francisco Melo, relaciona o desempenho às temperaturas. “Existe uma correlação muito elevada entre nossas vendas e a temperatura”, afirmou. Segundo ele, agosto foi mais quente e o efeito apareceu nos resultados da empresa.

Consumo e perfil dos clientes

Uma pesquisa da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), conduzida pela Empresa Júnior da Fundação Getulio Vargas (EJFGV), aponta que o consumo per capita de sorvete no Brasil chegou a 8,68 litros por ano por pessoa. O resultado representa alta de 13% em relação aos 7,7 litros registrados no levantamento anterior, realizado há dois anos. A pesquisa ouviu 2,5 mil pessoas em todo o País.

Em Minas Gerais, a média alcançou 9,5 litros por pessoa, acima do índice nacional. O presidente do Sindicato da Indústria de Sorvetes do Estado de Minas Gerais (Sindisorvete MG), Wander Bertolace, informou que o mercado brasileiro movimenta cerca de R$ 18 bilhões por ano, com crescimento de aproximadamente 13% em relação à pesquisa anterior.

O uso de medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1 não levou ao abandono do produto. Embora 54,1% dos consumidores desses medicamentos tenham reduzido o tamanho das porções, a frequência de visitas às sorveterias foi preservada, segundo Bertolace. A procura se concentra também em porções menores e produtos com apelo funcional.

Entre os usuários de medicamentos em caneta, 40,5% buscam versões sem açúcar e 36,2% preferem produtos proteicos. No conjunto dos entrevistados, 52,8% reduziram o consumo de açúcar no último ano e 40% aumentaram a ingestão de proteínas. Além disso, 73,7% disseram que pagariam mais por um sorvete gourmet ou artesanal.

O sabor é o principal critério de escolha para 62,6% dos participantes, enquanto o preço foi citado por 15,6%. Cremosidade e intensidade do sabor também aparecem associadas à qualidade. Para Francisco Melo, a redução do volume consumido pode ser acompanhada pela manutenção da preferência por produtos de maior qualidade.

Empresas e empregos

Um estudo do Sebrae Minas, baseado em dados da Receita Federal, identificou mais de 2,8 mil pequenos negócios ativos ligados ao mercado de sorvetes e gelados comestíveis no Estado. O grupo inclui 1.520 microempresas, 1.035 microempreendedores individuais e 276 empresas de pequeno porte.

Na fabricação de sorvetes, Minas Gerais tem 484 empresas, responsáveis por 3.243 empregos formais e uma massa salarial anual de R$ 85,6 milhões. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2025 e foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

No primeiro trimestre de 2026, o setor teve saldo positivo de 51 empregos formais em Minas Gerais. No mesmo período, a atividade registrou retração de 181 postos no País.

Empresas mineiras também mantêm contatos comerciais para vender produtos a Portugal, Dubai e Espanha. A movimentação inclui o açaí, produzido por parte das indústrias de sorvetes. A Easyice atende Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal e avalia uma futura entrada no mercado externo, principalmente com produtos à base de açaí.

Sazonalidade e novos produtos

A atividade ainda depende do planejamento financeiro por causa da variação nas vendas. Na Easyice, os volumes podem cair significativamente no inverno, enquanto a retomada começa antes da chegada oficial do verão. A carga tributária, de acordo com Melo, representa entre 35% e 40% da operação.

A empresa forma caixa ao longo do ano para atravessar os meses de menor demanda e financiar a expansão durante a retomada. A sazonalidade também interfere nas férias das equipes, na manutenção dos equipamentos e na formação de estoques.

A pesquisa da Abrasorvete indica que o consumo diminui no frio, mas não desaparece. No verão, 71,3% dos entrevistados consomem sorvete ao menos uma vez por semana. Apenas 8,2% afirmaram nunca consumir o produto no inverno.

Entre as tendências do setor estão ingredientes naturais, que aumentariam a intenção de compra para 40,4% dos consumidores, e produtos ricos em proteína, procurados por 34,8%. A Easyice ampliou o portfólio com novos sabores, formatos e itens sem adição de açúcar, além de produtos à base de frutas e chocolate.

Empresas mineiras também modernizam parques industriais, ampliam a automação e reforçam áreas de desenvolvimento de produtos e segurança alimentar, segundo o Sindisorvete-MG.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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