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Economia

Empresas com capital de até R$ 10 mil aparecem em operações milionárias investigadas

Ministério Público de São Paulo aponta uso de holdings e empresas de fachada em transações ligadas à compra da Terrana e à ocultação de patrimônio.

Empresas com capital de até R$ 10 mil aparecem em operações milionárias investigadas

A investigação da Operação Carbono Oculto identificou empresas abertas com capital social baixo que passaram a participar de operações milionárias, incluindo estruturas ligadas à compra da distribuidora de combustíveis Terrana e à ocultação de patrimônio. O caso é investigado pelo Ministério Público de São Paulo.

Entre os fatores considerados suspeitos estão a criação das companhias pouco tempo antes das transações, o uso em negócios de alto valor e a participação em estruturas classificadas como artificiais. Para o Ministério Público, algumas empresas poderiam funcionar como empresas de fachada ou como camadas para esconder os beneficiários reais e a origem dos recursos.

Holdings criadas antes da compra da Terrana

A Berna Holdings e a Branson Holdings foram abertas em 4 de setembro de 2024, com capital social de R$ 1 mil cada. A decisão judicial registra que as duas foram constituídas “um mês antes da primeira operação” e que teriam sido criadas para a aquisição da Terrana.

Segundo os autos, a Berna emitiu uma Cédula de Crédito Bancário para o Banco Genial no valor de R$ 60,5 milhões. O dinheiro teria sido usado na compra de 100% das cotas do fundo Derby 44.

A Branson, por sua vez, aparece em uma operação de R$ 99,8 milhões. Conforme o Ministério Público, a empresa emitiu uma Cédula de Crédito Bancário com esse valor para uma transação destinada à aquisição da Tramp Oil, especializada no comércio atacado de combustíveis.

Outra empresa citada é a 7Seven Apoio e Serviços Administrativos, aberta em 27 de janeiro de 2025 com capital social de R$ 1 mil. O Ministério Público afirma que ela teria sido usada como uma nova camada de ocultação após a compra da Terrana, registrando ou pagando funcionários ligados ao grupo. A empresa movimentou ao menos R$ 2,2 milhões.

Diferença entre capital e movimentação

A PMOVIL, que não estaria diretamente ligada à compra da Terrana, tinha capital social de R$ 10 mil e movimentou mais de R$ 200 milhões em comunicações atípicas, segundo o Ministério Público.

A Logics4u também foi destacada no relatório. A empresa tinha capital social de cerca de R$ 3,8 milhões, mas manteve movimentação financeira acima de R$ 1,2 bilhão, o que levou a comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

A estrutura investigada envolveria a Usina Itajobi, o fundo Radford, operações com o Banco Genial, as holdings Berna e Branson e empresas ligadas ao Grupo Entre. A hipótese do Ministério Público é que essas camadas teriam sido usadas para comprar ativos, movimentar recursos e dificultar a identificação dos controladores e da origem do dinheiro.

Em decisão, o juiz da 2ª Vara Criminal de Catanduva escreveu: “A relação circular é eloquente.” Ao autorizar o avanço da apuração, ele ressaltou que as medidas ocorreram em fase cautelar e não representam uma conclusão definitiva sobre culpa, mas considerou que havia elementos suficientes para a continuidade da investigação.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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