O número de pessoas físicas que investem em ETFs chegou a 862 mil no fim do segundo trimestre de 2026, conforme o boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”. Em junho de 2025, eram 639 mil investidores. O avanço foi de 223 mil pessoas, ou 34%, em um ano.
O valor mantido em custódia por esse grupo subiu de R$ 26,9 bilhões para R$ 35,1 bilhões no mesmo intervalo. O aumento foi de R$ 8,2 bilhões, equivalente a 62%.
ETFs são fundos de índice negociados em bolsa e acompanham indicadores de mercado. Os produtos permitem investir em classes como ações, fundos imobiliários, criptomoedas e índices internacionais. Também possibilitam exposição a mercados globais com aplicações em reais pela B3, sem a necessidade de abrir conta no exterior.
Crescimento desde 2024
A expansão também ocorreu ao longo de 2025. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a quantidade de investidores passou de 581,6 mil para 721,7 mil CPFs, alta de 24%. O valor em custódia aumentou de R$ 18,1 bilhões para R$ 26,9 bilhões, crescimento de 49%.
Considerando os dois períodos, a base de investidores avançou quase 50% desde o fim de 2024, com a entrada de aproximadamente 280 mil pessoas. Em 2025, foram listados 62 novos ETFs na B3, que encerrou o ano com cerca de 180 fundos de índice disponíveis. A oferta inclui produtos de renda fixa, criptomoedas, ações brasileiras e internacionais e fundos vinculados a setores, tendências e temáticas ESG.
Para Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, o ETF tem ganhado espaço na composição das carteiras. “O ETF tem sido destaque frequente no boletim da evolução dos investidores na B3”, afirmou.
Em seis meses, a base de investidores cresceu cerca de 140 mil pessoas, enquanto o valor em custódia aumentou 30%, segundo Paiva.
Outros investimentos
A participação das pessoas físicas na renda variável também aumentou. A base passou de 5,5 milhões de CPFs em dezembro de 2025 para 5,7 milhões no segundo trimestre de 2026, com cerca de 200 mil novos investidores. Na comparação anual, o crescimento foi de 7%.
O valor em custódia da renda variável subiu de R$ 636,2 bilhões, ao fim de 2025, para R$ 656,3 bilhões no segundo trimestre de 2026. A alta foi de R$ 20,1 bilhões em seis meses.
No recorte anual, a quantidade de investidores em ações no mercado à vista cresceu 8%. Os fundos listados, como FIIs e Fiagros, tiveram aumento de 15% na base e de 25% no valor em custódia.
Na renda fixa, a base passou de 105,1 milhões de brasileiros em dezembro de 2025 para 107,1 milhões no segundo trimestre de 2026. CDBs e RDBs registraram alta anual de 7% no número de poupadores e investidores e de 23% no patrimônio investido.
O Tesouro Direto terminou o segundo trimestre de 2026 com 3,5 milhões de investidores, ante 3,4 milhões em dezembro de 2025. O estoque avançou de R$ 202,4 bilhões para R$ 242,6 bilhões, alta de R$ 40,2 bilhões, ou aproximadamente 20%, em seis meses. Na comparação anual, o crescimento foi de 43%.



