MINAS GERAIS — A B3 registrou 42,2 mil novos investidores pessoas físicas de Minas Gerais em ETFs entre agosto de 2025 e agosto de 2026. Nesse intervalo, a quantidade de mineiros com esses fundos na carteira subiu de 88.461 para 130.661, crescimento de 47,7%. O valor em custódia avançou 93,35%, de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,3 bilhões.
Os ETFs são fundos que buscam acompanhar índices ou outros ativos de referência. Eles permitem investir em diferentes classes, como ações, fundos de investimento imobiliário, criptomoedas e índices internacionais. Alguns produtos também dão acesso a mercados globais sem a abertura de conta no exterior e com aplicação em moeda local.
Renda fixa concentra avanço em Minas
O maior crescimento no valor custodiado veio dos ETFs de renda fixa local. O montante passou de R$ 417,9 milhões para R$ 1,6 bilhão, alta de 285,81%. A categoria foi a única a superar R$ 1 bilhão. O número de investidores mais que triplicou, de 6.671 para 20.668, avanço de 209,8%.
A categoria de renda fixa com proventos, que não aparecia nos dados do ano anterior, chegou a 783 investidores e R$ 7,5 milhões em custódia. Já os ETFs de renda fixa internacional tiveram alta de 89,74% no valor custodiado, de R$ 13,3 milhões para R$ 25,4 milhões. A base de investidores cresceu 8,8%, de 2.117 para 2.305 pessoas.
Os ETFs de renda variável internacional continuaram com a maior base entre os investidores mineiros. O número subiu 36,7%, de 36.378 para 49.760, enquanto a custódia passou de R$ 629,9 milhões para R$ 873,7 milhões, crescimento de 38,6%.
Na renda variável local, a quantidade de investidores aumentou 49,9%, de 21.657 para 32.464. O valor custodiado cresceu 77,6%, de R$ 288,3 milhões para R$ 512,2 milhões.
Criptomoedas, FIIs e moedas estrangeiras
Os ETFs de criptomoedas internacionais atraíram investidores, mas tiveram queda no valor em custódia. A base passou de 19.521 para 22.439 pessoas, alta de 14,9%, enquanto o montante recuou 13,7%, de R$ 393,8 milhões para R$ 339,4 milhões.
Nos ETFs de FIIs locais, o movimento foi inverso: o número de investidores caiu 3,5%, de 1.872 para 1.806, e o valor custodiado aumentou 40,6%, de R$ 2,2 milhões para R$ 3,1 milhões.
Os ETFs de moedas estrangeiras mais que dobraram o patrimônio, de R$ 3,4 milhões para R$ 7,78 milhões, alta de 127%. A quantidade de investidores passou de 245 para 436, crescimento de 77,9%.
O diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, Felipe Paiva, atribui parte da expansão à diversificação, à simplicidade e ao acesso a diferentes oportunidades em um único produto. “O crescimento da indústria reflete uma busca cada vez maior dos brasileiros por carteiras mais diversificadas e com exposição global”, afirmou.
Crescimento nacional
No Brasil, o número de pessoas com ETFs na carteira passou de 639 mil em junho de 2025 para 862 mil em junho de 2026, com cerca de 223 mil novos investidores e expansão de 34%.
O valor em custódia avançou R$ 8,2 bilhões, de R$ 26,9 bilhões para R$ 35,1 bilhões, alta de 30,5%. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a base havia crescido 24%, de 581,6 mil para 721,7 mil, enquanto a custódia aumentou 49%, de R$ 18,1 bilhões para R$ 26,9 bilhões.
A B3 listou 62 novos ETFs no ano passado e encerrou o período com cerca de 180 fundos disponíveis. Para Paiva, a tendência de expansão deve continuar nos próximos anos, acompanhando a mudança no perfil dos investidores e o aumento das alternativas de aplicação.



