SÃO PAULO — Os fundos de índice, conhecidos como ETFs, alcançaram 862 mil investidores pessoas físicas no Brasil ao fim do segundo trimestre de 2026. O total representa crescimento de 34% em relação aos 639 mil CPFs registrados em junho de 2025, informou a B3 nesta quinta-feira (17).
No mesmo período, o volume financeiro mantido por pessoas físicas nesses produtos subiu de R$ 26,9 bilhões para R$ 35,1 bilhões, uma alta de 62%. Os dados estão no boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”.
Para Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, a expansão indica que os ETFs entraram em uma nova fase no mercado brasileiro. Ele afirmou que o segmento está próximo de alcançar 1 milhão de investidores.
Os ETFs são fundos negociados na Bolsa com objetivo de acompanhar índices. Por meio de uma única cota, é possível ter exposição a diferentes classes de ativos, como ações, títulos de renda fixa, fundos imobiliários, criptomoedas e mercados estrangeiros.
A B3 reúne mais de 500 produtos relacionados a ETFs, incluindo fundos de gestores locais e Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de fundos estrangeiros. Em 2025, 62 novos fundos de índice foram listados na Bolsa brasileira.
Oferta e procura
Paiva atribuiu o avanço a mudanças tanto entre os investidores quanto entre os participantes do mercado. De um lado, as pessoas físicas passaram a conhecer melhor os ETFs. De outro, bancos, corretoras, assessores e consultores ampliaram a presença desses produtos nas recomendações e carteiras de investimento.
O diretor comparou o movimento ao crescimento dos fundos imobiliários nos últimos anos, quando a maior adesão de pessoas físicas ocorreu junto com a ampliação da oferta e da distribuição. Para ele, os ETFs começam a repetir essa trajetória.
A renda variável também avançou no segundo trimestre, chegando a 5,7 milhões de CPFs — cerca de 200 mil acima do número registrado em dezembro de 2025. O estoque sob custódia aumentou R$ 20,1 bilhões em seis meses, para R$ 656,3 bilhões.
Na renda fixa, a base chegou a 107,1 milhões de investidores, crescimento de aproximadamente 2 milhões no primeiro semestre. O Tesouro Direto encerrou junho com 3,5 milhões de participantes e R$ 242,6 bilhões investidos. O estoque cresceu cerca de 20% desde dezembro e 43% na comparação com o segundo trimestre de 2025.



